PIOR DA HISTÓRIA: Macron é rejeitado por 70% dos franceses
Com popularidade em queda livre e governando por decretos, presidente francês é alvo de críticas por ignorar a vontade popular e recorrer ao apoio da extrema direita para manter o poder
Por: Redação
22/07/2025 às 13:29

Foto: AGÊNCIA LUSA - FACUNDO ARRIZABALAGA
Em meio a uma onda de descontentamento nacional, Emmanuel Macron enfrenta o que analistas já classificam como a mais grave crise de legitimidade de seu mandato. Tido por muitos como “o presidente mais impopular da história recente da França”, o líder francês vê sua aprovação desabar enquanto a população reage contra um estilo de governo considerado cada vez mais autoritário e tecnocrático.
Pesquisas recentes divulgadas por institutos como YouGov e Ifop apontam que a taxa de aprovação de Macron caiu para cerca de 30%, com índices de rejeição próximos a 70% — números alarmantes mesmo para os padrões da instável política francesa. A dissolução repentina da Assembleia Nacional, em junho, acentuou ainda mais a crise de confiança.
A principal crítica se concentra na forma como Macron conduz o governo: por decretos, ignorando o Parlamento e se apoiando em alianças oportunistas. A nomeação de Michel Barnier como primeiro-ministro, apesar do contexto adverso nas urnas, gerou revolta entre parlamentares e eleitores. O gesto foi visto como uma afronta à democracia representativa, já que Barnier conta com o apoio implícito de setores da direita radical.
O desgaste do presidente também remonta à polêmica reforma da previdência de 2023, aprovada sem debate legislativo e à revelia das manifestações populares. Desde então, Macron passou a ser descrito como um “monarca republicano”, mais próximo do absolutismo do que da tradição democrática da Quinta República.
A atual crise não se limita à sua figura: revela um esgotamento profundo do modelo político francês, pressionado simultaneamente por uma esquerda radicalizada e por uma direita fortalecida nas ruas e nas urnas. A instabilidade interna e o isolamento político de Macron tornam incerta a governabilidade da França nos próximos anos.
Para muitos franceses, Macron não governa mais com o povo, mas apesar do povo — e esse pode ser o legado mais duradouro de sua gestão.
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