O Partido Liberal (PL) protocolou nesta terça-feira (8) uma representação no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados contra o líder do PT na Casa, Lindbergh Farias (RJ). A legenda acusa o parlamentar de abuso de autoridade e comunicação falsa de crime, em razão de uma denúncia feita por ele à Polícia Federal contra membros da oposição.
A iniciativa do PL tem como base a ação movida por Lindbergh em que solicita à PF investigação sobre uma comitiva de congressistas que viajou aos Estados Unidos. Segundo o petista, os parlamentares teriam participado de articulações com o objetivo de constranger ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
A delegação foi composta por nomes da oposição, como Paulo Bilynskyj (PL-SP), Ricardo Salles (PL-SP), Caroline De Toni (PL-SC), Jorge Seif (PL-SC), Dr. Frederico (PRD-MG), Rodrigo Valadares (União-SE), Adriana Ventura (Novo-SP) e Marcel van Hattem (Novo-RS).
Na representação, o PL afirma que não há provas que sustentem a denúncia de Lindbergh, o que configuraria o crime de comunicação falsa de crime, previsto no artigo 340 do Código Penal. A legenda também sustenta que a iniciativa não teve base legal nem indícios mínimos, o que, segundo o partido, caracteriza abuso de autoridade, com base na Lei nº 13.869/2019.
O partido alega ainda que a missão oficial aos EUA, organizada pela Frente Parlamentar do Livre Mercado, teve caráter institucional, com foco em segurança pública e liberdade econômica. A agenda da comitiva incluiu reuniões no Departamento de Estado norte-americano.
Além da denúncia formal, o PL cita o uso reiterado das redes sociais por Lindbergh Farias como instrumento para “difamar e desrespeitar parlamentares”, o que, na avaliação da sigla, fere o decoro e compromete o ambiente institucional da Câmara.
O PL solicita ao Conselho de Ética a apuração da conduta do petista e a adoção de medidas cabíveis. Até a publicação desta reportagem, Lindbergh Farias não havia se manifestado sobre o caso.





