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Planalto aposta em desgaste de Alcolumbre para tentar aprovar Jorge Messias no STF

Planalto aposta em desgaste de Alcolumbre para tentar aprovar Jorge Messias no STF

Governo avalia que avanço do Caso Master pode reduzir resistência do presidente do Senado e abrir caminho para nova indicação ao Supremo

Por: Redação

01/06/2026 às 09:50

Imagem de Planalto aposta em desgaste de Alcolumbre para tentar aprovar Jorge Messias no STF

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Integrantes do Palácio do Planalto demonstram otimismo com a possibilidade de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguir aprovar, no Senado, uma nova indicação do ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF). A avaliação no entorno do governo é de que o cenário político teria mudado após a rejeição anterior do nome do ministro pela Casa Alta.

Segundo interlocutores do governo, a principal aposta do Planalto é de que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), estaria politicamente mais pressionado diante do avanço das investigações relacionadas ao Caso Master, o que poderia favorecer uma negociação menos resistente à nova tentativa de indicação.

Auxiliares de Lula apontam que investigadores da Polícia Federal (PF) apuram possíveis irregularidades envolvendo aportes da Amapá Previdência — administrada por aliados políticos de Alcolumbre — no Banco Master, instituição ligada ao empresário Daniel Vorcaro. No governo, a leitura é de que esse contexto pode reduzir a margem de atuação política do senador contra o nome de Jorge Messias.

A nova indicação do ministro da AGU foi anunciada por Lula na última sexta-feira (29), após conversas reservadas com o líder do governo no Senado, senador Jaques Wagner (PT-BA), e com o senador Weverton Rocha (PDT-MA), ambos envolvidos nas articulações políticas da base governista.

Segundo integrantes do Planalto, a expectativa é de que Lula reenvie formalmente o nome de Messias ao Senado assim que conversar diretamente com Alcolumbre. No entorno presidencial, a percepção é de que o processo deve avançar rapidamente.

“Ele não ia anunciar isso agora se não fosse para mandar logo”, afirmou uma fonte do governo citada pela reportagem.

A primeira indicação de Jorge Messias ao STF foi rejeitada pelo Senado após intensa articulação política. De acordo com aliados do governo, Alcolumbre atuou pessoalmente junto a parlamentares na véspera da votação, buscando votos contrários ao ministro da AGU.

No Planalto, auxiliares avaliam que a movimentação do presidente do Senado teve como objetivo sinalizar independência ao campo oposicionista e evitar fortalecimento político do ministro André Mendonça, relator do Caso Master no STF e considerado próximo de Jorge Messias.

Agora, aliados do governo acreditam que Alcolumbre poderá adotar postura menos combativa diante da segunda tentativa. Senadores da base governista avaliam que o presidente do Senado “não demonstrará indisposição” semelhante à observada anteriormente, sob o argumento de que o contexto político mudou após o avanço das investigações envolvendo o Banco Master.

Interlocutores do governo também consideram que a recente exposição pública da relação política entre Alcolumbre, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Daniel Vorcaro pode influenciar o ambiente político da nova indicação.

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