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Polícia Civil prende quadrilha que desviou R$ 19,2 milhões de clientes de meios de pagamento em São Paulo
Polícia Civil prende quadrilha que desviou R$ 19,2 milhões de clientes de meios de pagamento em São Paulo
Operação Azimut mira fraude sofisticada com uso de credenciais legítimas, empresas de fachada e contabilidade para lavar dinheiro
Por: Redação
09/12/2025 às 10:26

Foto: PCSP/Divulgação
A Polícia Civil de São Paulo prendeu, nesta terça-feira (9), sete pessoas suspeitas de integrar uma quadrilha responsável por furtar R$ 19,2 milhões de clientes de empresas de meios de pagamento. A ação faz parte da operação Azimut, deflagrada pelo Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais).
Além das prisões na capital, equipes ainda tentam cumprir três mandados de prisão temporária em Campinas e 12 mandados de busca e apreensão em diversos endereços do estado.
Segundo a investigação, o grupo utilizou credenciais válidas de forma ilegal para acessar sistemas de uma empresa de gestão de recebíveis ligada ao setor financeiro. Com isso, desviaram valores que foram posteriormente distribuídos a duas empresas controladas pelos criminosos.
Dados obtidos pela polícia revelam que um dos alvos é proprietário de uma empresa que movimentou R$ 6,8 bilhões em apenas dois anos, levantando suspeitas sobre a real origem dos recursos. Uma das empresas beneficiadas pelo esquema recebeu R$ 7 milhões dos valores furtados.
A investigação aponta que um escritório de contabilidade teve papel fundamental na operação criminosa, criando empresas de fachada e estruturando movimentações financeiras para lavagem de dinheiro.
Para cumprir os mandados, a Divisão de Crimes Cibernéticos (Dcciber) mobilizou:
32 policiais civis e 16 viaturas em São Paulo;
8 policiais e 4 viaturas do Deic de Campinas.
Os suspeitos responderão por furto, estelionato contra empresas de meios de pagamento e lavagem de dinheiro.
A operação desta terça-feira é continuidade de investigações realizadas ao longo do ano. Em julho, três pessoas já haviam sido presas — todas atuavam como laranjas dos verdadeiros beneficiários do esquema, que agora começam a ser identificados e detidos.
A Polícia Civil afirma que novas fases poderão ocorrer, já que há indícios de uma rede mais ampla de atuação envolvendo empresas de fachada, contabilidade e profissionais ligados ao setor financeiro.
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