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Polícia Federal abre inquérito para apurar ofensiva de influenciadores contra o Banco Central

Polícia Federal abre inquérito para apurar ofensiva de influenciadores contra o Banco Central

Investigação mira possível ação coordenada ligada ao Banco Master após liquidação da instituição financeira

Por: Redação

28/01/2026 às 16:45

Imagem de Polícia Federal abre inquérito para apurar ofensiva de influenciadores contra o Banco Central

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Polícia Federal instaurou um inquérito para apurar suspeitas de uma campanha organizada de ataques ao Banco Central do Brasil, supostamente promovida por influenciadores digitais após a decretação da liquidação extrajudicial do Banco Master, em novembro do ano passado.

A investigação foi aberta nesta quarta-feira (28) e tem como foco denúncias de que produtores de conteúdo teriam sido procurados por representantes ligados ao Banco Master para questionar publicamente a atuação do órgão regulador e tentar descredibilizar a decisão que retirou a instituição do sistema financeiro. O inquérito foi autorizado pelo ministro Dias Toffoli, relator do caso no Supremo Tribunal Federal.

Segundo informações apuradas pela PF, uma análise preliminar de postagens em redes sociais identificou indícios de crimes e levantou a hipótese de uma ofensiva articulada para pressionar autoridades e criar um ambiente favorável à reversão da liquidação do banco. Ao menos 46 perfis teriam sido acionados para difundir a narrativa de que a medida do Banco Central teria sido “precipitada” ou tecnicamente equivocada.

Relatos colhidos na investigação indicam que influenciadores teriam recebido propostas para defender o Banco Master e atacar o Banco Central, inclusive com a produção de vídeos e conteúdos destinados a reforçar decisões judiciais favoráveis à instituição financeira. A apuração aponta ainda que uma agência vinculada a campanhas do banco estaria por trás da articulação.

O caso ganhou repercussão após influenciadores de direita relatarem abordagens para participar da campanha, batizada internamente de “Projeto DV”, referência às iniciais do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Master. Segundo a imprensa, contratos firmados com influenciadores chegariam a R$ 2 milhões e continham cláusulas de confidencialidade com multas elevadas em caso de descumprimento.

As denúncias indicam que a ofensiva buscava influenciar a opinião pública ao sugerir que a liquidação do banco teria motivações políticas, atribuídas à esquerda e ao chamado “Centrão”. O objetivo final seria pressionar instituições de controle e tentar reverter a decisão no Tribunal de Contas da União, hipótese que já foi descartada pelo próprio TCU.

Além do Banco Central, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) também teria sido alvo da campanha. Em nota, a entidade confirmou um volume atípico de menções ao caso e informou que avalia internamente se houve um ataque coordenado.

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