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Polícia Federal já analisa provas de fraudes no Banco Master e tenta preservar ritmo da investigação
Polícia Federal já analisa provas de fraudes no Banco Master e tenta preservar ritmo da investigação
Peritos iniciaram a análise do material apreendido na segunda fase da Operação Compliance Zero e afirmam que interferências do STF não comprometeram o andamento técnico do inquérito
Por: Redação
26/01/2026 às 16:39

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A Polícia Federal já iniciou a análise das provas apreendidas na segunda fase da investigação que apura fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Segundo a corporação, os trabalhos periciais seguem dentro do cronograma previsto, apesar das intervenções determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no curso do inquérito.
Em entrevista à imprensa nesta segunda-feira (26), o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirmou que os peritos já acessaram parte relevante do material recolhido e que os dados foram extraídos e preservados conforme critérios técnicos. De acordo com ele, eventuais ajustes impostos pelo STF não afetaram o avanço da apuração.
Segundo a PF, o conjunto de provas inclui documentos, registros eletrônicos, contratos, comunicações internas e informações sobre decisões de diretoria do Banco Master. O material também abrange dados sobre transações financeiras consideradas suspeitas, que agora passam por triagem para identificar os pontos mais sensíveis da investigação.
A corporação informou ainda que, mesmo após mudanças momentâneas na guarda do material, o fluxo de análise permaneceu estável. A organização das bases de dados, segundo os peritos, tem facilitado a aceleração dos trabalhos e a consolidação das linhas investigativas.
Paralelamente à análise técnica, a Polícia Federal começou a colher depoimentos de investigados ligados ao Banco Master e ao Banco de Brasília (BRB). As oitivas ocorrem tanto de forma presencial quanto por videoconferência, conforme agenda definida pelo STF. A expectativa da PF é que os relatos ajudem a confrontar versões e esclarecer a dinâmica das operações sob suspeita.
A investigação faz parte da Operação Compliance Zero, que apura indícios de gestão fraudulenta, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro. A principal hipótese é a de que executivos teriam estruturado um esquema para beneficiar operações específicas de crédito, com impacto relevante no sistema financeiro.
De acordo com a PF, a análise das provas já em curso deve orientar novos pedidos de diligências e subsidiar a elaboração do relatório final do inquérito, que será encaminhado às instâncias competentes para eventual responsabilização criminal dos envolvidos.
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