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Polícia prende mais um suspeito por execução de técnicos de internet em Salvador; crime partiu de ordem de facção
Polícia prende mais um suspeito por execução de técnicos de internet em Salvador; crime partiu de ordem de facção
Investigação aponta que trabalhadores foram mortos após suspeita infundada de videomonitoramento; já são quatro envolvidos identificados
Por: Redação
23/12/2025 às 11:37

Foto: Reprodução
A Polícia Civil da Bahia prendeu mais um homem envolvido no assassinato de técnicos de internet no bairro do Alto do Cabrito, no subúrbio ferroviário de Salvador. O suspeito, que teria participado diretamente da execução das vítimas, se apresentou espontaneamente no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) na madrugada desta terça-feira (23).
Com essa prisão, sobe para quatro o número de envolvidos identificados no crime que chocou a capital baiana. O caso está sob responsabilidade da 3ª Delegacia de Homicídios (BTS), que apura a atuação de integrantes de facção criminosa responsável pela ordem de execução dos trabalhadores.
Na noite de segunda-feira (21), outro acusado já havia sido preso e encaminhado ao Departamento de Polícia Técnica (DPT) para exames de lesões corporais, permanecendo agora à disposição da Justiça. Ainda na segunda (22), um terceiro suspeito teve o mandado de prisão cumprido após se apresentar às autoridades. Ele aparece citado por comparsas em vídeos que circularam nas redes sociais, nos quais os criminosos levantam, sem qualquer prova, a suspeita de que os técnicos estariam instalando câmeras de vigilância para facções rivais.
Durante a Operação Signum Fractum, deflagrada no domingo (21), dois outros envolvidos foram localizados. Um deles foi preso no bairro de São Marcos. Já Caíque Nunes dos Santos, conhecido como “Badalo”, apontado como um dos executores do triplo homicídio, entrou em confronto armado com equipes da Polícia Civil, foi baleado, socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
Segundo a investigação, a motivação do crime foi uma paranoia criminosa típica do domínio territorial exercido por facções. Os técnicos foram executados após os criminosos acreditarem, de forma completamente infundada, que eles estariam instalando equipamentos de monitoramento. A apuração confirmou que os trabalhadores realizavam apenas a instalação de cabos de fibra óptica para fornecimento de internet, sem qualquer relação com vigilância ou segurança.
Vídeos gravados pelos próprios criminosos foram fundamentais para o avanço das investigações. Em uma das gravações, um dos suspeitos afirma enxergar “câmeras” em fios e postes, mesmo sem a existência de qualquer equipamento no local, evidenciando o ambiente de intimidação e delírio imposto por facções armadas em áreas dominadas pelo crime.
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