Preços abusivos marcam Cúpula do Clima e expõem contradições da COP30
Em Belém, café a R$ 18 e coxinha a R$ 35 escancaram elitização do evento que prega sustentabilidade e inclusão social
Por: Redação
07/11/2025 às 08:07

Foto: Augusto Tenório/Metrópoles
Enquanto líderes de mais de 100 países discutiam o “futuro sustentável do planeta” durante a Cúpula do Clima, nesta quinta-feira (6), em Belém (PA), o que se viu nos bastidores foi um retrato simbólico da contradição entre discurso e prática. No local, os preços da alimentação chegaram a patamares exorbitantes, com um simples cafezinho custando R$ 18 e uma coxinha vendida por R$ 35, segundo reportagem do Metrópoles.
Na área exclusiva para credenciados — onde estão autoridades e representantes internacionais —, os valores de comidas e bebidas chamaram atenção até dos participantes estrangeiros. Um pedaço de bolo de cenoura com cobertura de chocolate saiu por R$ 40, enquanto uma água mineral ou um refrigerante custavam R$ 25.
Para o almoço, o prato típico “filhote” empanado, servido sem acompanhamentos, foi oferecido por R$ 69. Um simples caldo de feijão ou farofa poderia elevar a conta em mais R$ 35, e uma sobremesa de queijo com doce de leite chegava a R$ 30.
Os preços, segundo funcionários, não devem cair até o início da COP30, marcada para segunda-feira (10).
Luxo e contradição
A ironia, apontam críticos, está no contraste entre o discurso de justiça social e combate à desigualdade defendido pelos organizadores — em especial pelo governo federal — e o ambiente elitizado da conferência, inacessível à maior parte da população local.
“É curioso que falem em ‘economia verde’ e ‘inclusão’ enquanto cobram R$ 79 por um espetinho e R$ 30 por um copo de chope”, ironizou um participante.
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