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Prefeito acusa governo Lula de privilegiar aliados do PT na distribuição de recursos do Novo PAC na Bahia
Prefeito acusa governo Lula de privilegiar aliados do PT na distribuição de recursos do Novo PAC na Bahia
Segundo Dr. Everson (União Brasil), municípios governados por adversários são ignorados pelo governo federal e estadual
Por: Redação
23/07/2025 às 21:22

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O prefeito de Várzea do Poço, no centro-norte da Bahia, Dr. Everson (União Brasil), denunciou nesta quarta-feira (23) uma suposta discriminação política na distribuição de recursos do Novo PAC Seleções 2025, lançado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em entrevista à rádio Clube FM, o gestor afirmou que apenas prefeitos aliados do governador Jerônimo Rodrigues (PT) estão sendo contemplados.
“É preocupante quando o governo do estado vê a gente trabalhando igual, lança o PAC com o governo federal agora, e só beneficia prefeito que é da base. Só quem está lá se humilhando, quem está lá na base é que recebe alguma coisa”, afirmou o prefeito, revelando frustração com o que classificou como um aparelhamento político dos recursos públicos.
Segundo Dr. Everson, a cidade de Várzea do Poço recebeu apenas um computador para teleconsultas, apesar de ter apresentado propostas ao programa federal. O prefeito cobrou imparcialidade: “Governador e lideranças do governo, olhem para o prefeito que trabalha, para o prefeito que tem resolutividade no seu município, não olhem para sigla partidária. O caminho é o contrário".
Na semana passada, o presidente Lula esteve em Juazeiro, no norte da Bahia, onde anunciou R$ 6 bilhões em investimentos na infraestrutura de saúde por meio do Novo PAC Seleções. No estado, 72 propostas foram cadastradas, abrangendo cerca de 200 obras em áreas como saúde, urbanização, abastecimento e saneamento.
A denúncia reacende o debate sobre o uso político de verbas federais e estaduais, levantando questionamentos sobre a equidade no tratamento entre os municípios. Críticos afirmam que o Planalto tem atuado com viés político na liberação de recursos, premiando aliados e penalizando adversários — prática historicamente condenada, mas que segue presente sob novos governos.
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