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Prefeito do PCdoB culpa tarifaço de Trump por atraso no pagamento de professores
Prefeito do PCdoB culpa tarifaço de Trump por atraso no pagamento de professores
Enquanto município do interior do Maranhão enfrenta atraso salarial, sindicato aponta má gestão local e nega impacto das tarifas americanas na arrecadação municipal
Por: Redação
12/08/2025 às 10:21

Foto: Divulgação
O prefeito de Pedro do Rosário (MA), Domingos Erinaldo Serra (PcdoB), atribuiu o atraso no pagamento de salários e bonificações dos professores à sobretaxa imposta pelo governo Donald Trump ao Brasil. O argumento, no entanto, foi contestado pelo Sindicato dos Trabalhadores da Administração e do Serviço Público Municipal local, que classificou a justificativa como “falta de responsabilidade” e destacou que a cidade não mantém relações comerciais com os Estados Unidos.
Segundo o prefeito, o impacto das tarifas americanas prejudicaria a arrecadação federal e, consequentemente, os repasses para o município, inviabilizando o cumprimento do acordo firmado em 2023 para pagamento retroativo a professores.
“Por prudência, a municipalidade decidiu adiar o pagamento até que o cenário internacional melhore, evitando o descumprimento do calendário de salários”, afirmou em carta ao sindicato.
O Sintaspmpr rebateu veementemente, afirmando que “não há qualquer relação entre o tarifaço e a folha de pagamento da prefeitura”, classificando a desculpa como um insulto à inteligência dos servidores. A entidade destacou que a gestão local enfrenta problemas de gestão fiscal que deveriam ser o foco das soluções.
A sobretaxa dos Estados Unidos entrou em vigor recentemente, afetando centenas de produtos brasileiros, mas a relação direta com municípios sem comércio internacional, como Pedro do Rosário, é questionada por especialistas e pela própria categoria de servidores.
Enquanto isso, as negociações entre os governos brasileiro e americano seguem travadas. A reunião entre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, foi cancelada sob alegação de conflito de agenda, com acusações mútuas envolvendo integrantes do cenário político brasileiro.
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