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Presidente do BC garante que Pix seguirá público e fora de negociações com os EUA

Presidente do BC garante que Pix seguirá público e fora de negociações com os EUA

Galípolo rebate acusações de prática desleal e diz que sistema é infraestrutura aberta para todos que sigam regras

Por: Redação

06/08/2025 às 16:48

Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirma que não se cogita privatizar o PIX, contestado pelos EUA

Foto: Lula Marques/Agencia Brasil

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quarta-feira (6) que o Pix continuará sendo uma infraestrutura pública e que não está na mesa das negociações envolvendo as sanções comerciais dos Estados Unidos ao Brasil. A declaração ocorre após o sistema de pagamentos instantâneo brasileiro ter sido citado como prática desleal no relatório do USTR, órgão comercial do governo norte-americano.

“É muito importante que o Pix permaneça, e vai permanecer, como uma infraestrutura pública digital que foi desenvolvida pelo Banco Central”, disse Galípolo, durante evento no Rio de Janeiro.

Segundo ele, é inconcebível pensar em uma eventual privatização do Pix, o que abriria espaço para conflitos de interesse e uso arbitrário da plataforma por agentes privados.

“O Pix é como uma rodovia onde todo mundo pode colocar seu carro, desde que siga as regras”, comparou o presidente do BC.

No centro da polêmica, está uma investigação aberta pelo USTR com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, que acusa o Brasil de adotar práticas que "distorcem a concorrência em serviços digitais", citando especificamente o Pix como exemplo de favorecimento estatal.

Empresas americanas, como Visa e Mastercard, dominam o setor global de pagamentos, e veem no Pix uma possível barreira competitiva imposta pelo Estado brasileiro. No relatório publicado em julho, o órgão também aponta tarifas de importação, comércio digital, etanol e propriedade intelectual como pontos de preocupação.

O USTR declarou que vai apurar se as práticas brasileiras são “irracionais, discriminatórias e se oneram ou restringem o comércio dos EUA”. Por enquanto, o governo brasileiro nega qualquer infração e afirma que o sistema de pagamentos é aberto a todos os agentes do mercado — inclusive internacionais.

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