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Prévia do PIB recua e acende alerta sobre desaceleração da economia sob Lula
Prévia do PIB recua e acende alerta sobre desaceleração da economia sob Lula
IBC-Br do Banco Central cai pelo segundo mês seguido, indústria e serviços encolhem e reforçam sinais de perda de fôlego da atividade econômica
Por: Redação
15/12/2025 às 10:17

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), registrou queda de 0,2% em outubro na comparação com setembro, já com ajuste sazonal. O resultado confirma a segunda retração consecutiva do indicador e reforça os sinais de desaceleração da economia brasileira ao longo do segundo semestre.
As projeções do mercado financeiro, obtidas pelo Poder360, variavam entre uma retração de 0,3% e uma alta de 0,2%, sendo esta última a estimativa mais recorrente. Ainda assim, o dado veio no campo negativo, frustrando expectativas mais otimistas e ampliando a cautela entre analistas.
Na comparação com outubro de 2024, a economia cresceu apenas 0,4%, segundo a série sem ajuste sazonal. No acumulado de janeiro a outubro, a alta foi de 2,4%, enquanto, em 12 meses, o crescimento chegou a 2,5% — ritmo considerado modesto diante do aumento de gastos públicos e da expansão do Estado promovida pelo governo federal.
De acordo com o Banco Central, o desempenho setorial em outubro foi desigual. A agropecuária cresceu 3,1%, sustentando parte da atividade econômica, enquanto os setores mais sensíveis ao ambiente de negócios apresentaram retração. A indústria caiu 0,7%, e o setor de serviços recuou 0,2%, evidenciando dificuldades estruturais e perda de dinamismo.
O resultado reforça críticas de que o crescimento recente da economia brasileira tem sido excessivamente dependente do agronegócio, enquanto indústria e serviços sofrem com juros elevados, insegurança fiscal e baixa confiança empresarial.
Apesar do cenário de desaceleração, os agentes financeiros projetam crescimento de 2,25% para o PIB em 2025, segundo o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (15). A estimativa, no entanto, vem sendo revista com cautela diante do avanço do endividamento público, das incertezas fiscais e da dificuldade do governo em apresentar um plano crível de ajuste das contas.
O IBGE já havia sinalizado perda de ritmo ao informar que o PIB cresceu apenas 0,1% no terceiro trimestre, na comparação com o segundo. No acumulado de 12 meses, a expansão desacelerou para 2,7%, confirmando um cenário de crescimento frágil e pouco sustentável.
Para analistas mais críticos, os números reforçam que o discurso oficial de recuperação robusta não encontra respaldo nos dados concretos, e que a economia brasileira segue avançando de forma lenta, pressionada por erros de política econômica e falta de reformas estruturais.
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