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Quebra do Banco Master gera maior rombo da história bancária do Brasil

Quebra do Banco Master gera maior rombo da história bancária do Brasil

Liquidações do Master e do Will Bank somam prejuízo recorde de R$ 47,3 bilhões, superando com folga o caso Banco Nacional e pressionando o sistema financeiro

Por: Redação

23/01/2026 às 09:42

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Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

As liquidações do Banco Master e do Will Bank resultaram em um rombo histórico de R$ 47,3 bilhões, o maior valor individual já registrado em uma quebra bancária no Brasil. Os dados são do Banco Central do Brasil (BC), atualizados pelo IPCA até 31 de dezembro de 2025.

O prejuízo supera com ampla margem o antigo recorde da quebra do Banco Nacional, que, corrigido pela inflação, alcança R$ 32,5 bilhões. A diferença entre os dois casos chega a R$ 14,8 bilhões, evidenciando a dimensão inédita do colapso do Master e de seu braço financeiro.

Segundo o BC, o rombo do Banco Master decorre de fraudes, gestão temerária e títulos sem lastro, embora as investigações ainda estejam em andamento. A instituição teve a liquidação extrajudicial decretada em novembro de 2025. Já nesta semana, o Will Bank, ligado ao grupo, também entrou em liquidação, ampliando o impacto financeiro do caso.

Ao considerar as seis maiores quebras bancárias da história brasileira, o volume total de recursos perdidos chega a R$ 136,2 bilhões em valores atualizados. Sozinho, o caso Master/Will Bank responde por 34,7% desse total. Na comparação direta, o prejuízo do grupo representa 53% da soma dos outros cinco maiores rombos já registrados no sistema financeiro nacional.

Diferentemente dos casos do Banco Nacional e do Banco Econômico, em que houve forte uso de recursos públicos por meio do Proer, o colapso do Master é financiado majoritariamente pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), sustentado por contribuições privadas dos bancos. Ainda assim, há prejuízo público indireto relevante.

Instituições como o Banco de Brasília (BRB) e fundos de pensão, entre eles o Rioprevidência, ficaram expostos a perdas bilionárias que não são cobertas pelo FGC, ampliando o impacto sobre entes públicos e aposentadorias de servidores.

Com a liquidação do Master, o FGC foi obrigado a realizar o maior resgate de sua história, estimado em R$ 41 bilhões. Com a inclusão do Will Bank, o valor total sobe para R$ 47,3 bilhões, consolidando o episódio como o mais grave colapso financeiro já registrado no país.

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