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Quebra do Banco Master já custou R$ 32,5 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos
Quebra do Banco Master já custou R$ 32,5 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos
Ressarcimento a 580 mil investidores se torna o maior da história e acende alerta sobre falhas de fiscalização
Por: Redação
29/01/2026 às 21:59

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
O colapso do Banco Master já provocou um desembolso de R$ 32,5 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), segundo dados atualizados divulgados nesta semana. O montante foi utilizado para indenizar cerca de 580 mil investidores, principalmente detentores de Certificados de Depósito Bancário (CDBs), afetados por irregularidades financeiras que culminaram na liquidação da instituição.
Os pagamentos tiveram início no começo de janeiro, após autorização do Banco Central do Brasil para a conclusão dos procedimentos operacionais e consolidação da base de credores. O valor já desembolsado corresponde à maior parte do total estimado para cobrir as garantias acionadas até o momento, mas o processo ainda não foi encerrado.
De acordo com o próprio FGC, ainda existem pedidos pendentes de análise, geralmente relacionados à atualização cadastral, validação documental ou confirmação de dados bancários dos investidores. Esses casos seguem em processamento e devem ser concluídos de forma escalonada ao longo das próximas semanas.
A cobertura do fundo respeita os limites previstos em regulamento: até R$ 250 mil por instituição financeira e até R$ 1 milhão por CPF ou CNPJ, considerando o conjunto de instituições pertencentes ao mesmo conglomerado. Investidores que já atingiram o teto não recebem valores adicionais, mesmo que possuam aplicações em diferentes empresas do grupo.
Além do Banco Master, outras instituições ligadas ao mesmo conglomerado também entraram em regime de liquidação, o que amplia significativamente o impacto financeiro. A estimativa é de que o custo final do caso ultrapasse R$ 40 bilhões, o que representaria um recorde absoluto desde a criação do FGC, em 1995.
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