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Ramagem desafia Moraes dos EUA e diz que extradição só será decidida por juiz americano
Ramagem desafia Moraes dos EUA e diz que extradição só será decidida por juiz americano
Deputado afirma que está seguro sob anuência do governo Trump e acusa o STF de arbitrariedade; extradição dependerá da Justiça e da diplomacia dos EUA
Por: Redação
01/12/2025 às 10:42

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
O deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) desafiou diretamente o ministro Alexandre de Moraes ao afirmar que só retornará ao Brasil se sua extradição for analisada por um juiz federal dos Estados Unidos. Condenado pelo STF a 16 anos de prisão no processo da chamada “tentativa de golpe” pós-eleições de 2022, Ramagem está em território americano desde setembro e é considerado foragido pela Corte — classificação que ele rejeita publicamente.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Ramagem afirmou que sua ida aos EUA ocorreu com “conhecimento e anuência” do governo norte-americano e que permanece no país com tranquilidade. O parlamentar disse ter sido “abraçado” pelo governo Trump e voltou a acusar Moraes de conduzir uma “juristocracia” no Brasil. “Traga para análise dos americanos essa ação do golpe, que nós vamos ver uma resposta enfática do que é uma ditadura e uma arbitrariedade que assola o Brasil agora”, declarou.
A ordem de prisão contra Ramagem foi decretada por Moraes após um pedido da Polícia Federal, que investiga como o deputado deixou o país sem autorização da Justiça ou da Câmara dos Deputados.
Ramagem também afirmou que não teme eventual pedido de extradição, uma vez que o processo obrigatoriamente passará pela Justiça americana. “Se Moraes quiser trazer algum pedido, terá de remeter toda a ação a um juiz federal dos EUA”, disse.
Mesmo após eventual pedido do STF, o encaminhamento depende do governo brasileiro, que precisa acionar os canais diplomáticos. Ainda assim, a palavra final caberá ao governo Donald Trump — fator que torna o desfecho imprevisível e, politicamente, desfavorável ao Palácio do Planalto.
Os EUA já recusaram extradições solicitadas pelo Brasil, incluindo o caso do jornalista Allan dos Santos, negado em 2021. A decisão americana se baseou na avaliação de que não havia equivalência criminal — um precedente que pode beneficiar Ramagem.
A tensão entre STF e oposição sobe de tom à medida que Ramagem transforma sua situação em ato político, reforçando o discurso de perseguição e transferindo o foco do debate para a arena internacional — agora, sob o olhar da Justiça e da diplomacia de Donald Trump.
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