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Rejeição a Janja dispara e atinge recorde em meio à crescente insatisfação com interferência política
Rejeição a Janja dispara e atinge recorde em meio à crescente insatisfação com interferência política
Pesquisa mostra que 61% dos brasileiros desaprovam a atuação da primeira-dama, vista como figura influente nas decisões do governo Lula.
Por: Redação
04/10/2025 às 09:16

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
A desaprovação à atuação de Rosângela da Silva, a primeira-dama Janja, atingiu o maior nível em mais de um ano. Segundo levantamento do instituto PoderData, divulgado nesta sexta-feira (3), 61% dos entrevistados afirmam reprovar a participação de Janja nas ações do governo, enquanto apenas 23% aprovam seu desempenho. Outros 16% não souberam opinar.
Os números representam um salto expressivo de 11 pontos percentuais na rejeição desde a última pesquisa, realizada entre o fim de maio e o início de junho, quando o índice era de 50%. A sondagem ouviu 2.500 pessoas entre os dias 27 e 29 de setembro, em 178 municípios de todos os estados e do Distrito Federal, com margem de erro de dois pontos percentuais.
Protagonismo político e desgaste
Desde o início do atual mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Janja assumiu um papel atípico para o cargo de primeira-dama. Com autonomia concedida pelo próprio presidente, ela passou a participar ativamente de decisões internas e de agendas oficiais, nacionais e internacionais.
Em 2023, Lula chegou a afirmar que a esposa “não precisa de cargo para ser importante”, destacando que ela “faz o que quiser”. A postura, no entanto, vem sendo interpretada por parte da população como excesso de influência política, o que pode estar contribuindo para a escalada da rejeição.
Além de acompanhar o presidente em quase todas as viagens, Janja já interveio em decisões ministeriais e participou de articulações que envolveram nomes do alto escalão do governo. Um dos casos mais conhecidos foi a pressão contrária à chamada “taxa das blusinhas”, proposta pela equipe econômica de Fernando Haddad, posteriormente revertida após negociação com o Congresso.
Imagem pública sob pressão
Mesmo sem ocupar um cargo formal, Janja tem presença constante em eventos oficiais e em pautas de comunicação do governo, o que amplia sua visibilidade — e também o desgaste. Segundo o levantamento, 89% dos entrevistados afirmam conhecê-la, e o grau de conhecimento sobre sua figura pública vem crescendo desde 2024.
Analistas avaliam que, embora Lula ainda mantenha base sólida de apoio, o protagonismo político da primeira-dama tem se tornado um ponto sensível dentro e fora do governo, especialmente entre aliados que veem interferência indevida em áreas técnicas.
Com o aumento da desaprovação e o ambiente político cada vez mais polarizado, o desafio do Planalto é conter o desgaste da imagem de Janja, que, em menos de dois anos, se tornou um dos rostos mais controversos da atual gestão.
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