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Relatório da Polícia Civil aponta infiltração do PCC em clubes paulistas, incluindo Corinthians e São Paulo FC

Relatório da Polícia Civil aponta infiltração do PCC em clubes paulistas, incluindo Corinthians e São Paulo FC

Facção teria usado contratos de jogadores e patrocínios para lavar dinheiro; presidente afastado do Corinthians está entre os indiciados

Por: Redação

26/06/2025 às 09:35

Sede da Polícia Civil

Foto: Tomaz Silva/Agencia Brasil

A Polícia Civil de São Paulo identificou conexões entre o crime organizado — especificamente o Primeiro Comando da Capital (PCC) — e dirigentes de quatro clubes de futebol do estado: Corinthians, São Paulo Futebol Clube, União Barbarense e Água Santa. As informações constam em um relatório sigiloso entregue ao Ministério Público na última segunda-feira (23), no contexto das investigações sobre o desvio de R$ 1,4 milhão no contrato entre o Corinthians e a casa de apostas VaideBet.

De acordo com o documento, o rastreamento financeiro do caso revelou que os indícios de corrupção e lavagem de dinheiro não se restringem ao clube alvinegro, mas se estendem a outras agremiações por meio de contratos com empresas de gestão esportiva suspeitas, como a UJ Football e a Lion Soccer Sports.

O São Paulo Futebol Clube, por exemplo, aparece mencionado por ter realizado negociações com as duas empresas. Já o União Barbarense e o Água Santa são citados por vínculos semelhantes, incluindo supostas ligações de seus dirigentes com membros da facção criminosa.

As investigações no Corinthians resultaram no indiciamento de cinco pessoas por furto, associação criminosa e lavagem de dinheiro: o presidente afastado Augusto Melo, o ex-diretor administrativo Marcelo Mariano, o ex-superintendente de marketing Sérgio Moura, o ex-chefe do departamento jurídico Yun Ki Lee e o assessor Alex Cassundé.

Segundo a polícia, parte dos valores desviados foi encaminhada para contas ligadas à UJ Football, controlada por Danilo Lima de Oliveira, o “Tripa”, apontado como operador financeiro do PCC. Outros nomes ligados à facção — como Christiano Lino de Menezes e três criminosos já mortos em disputas internas — também aparecem no mapeamento de conexões elaborado pela Unidade de Inteligência da Polícia Civil.

O relatório expõe ainda a formação de uma estrutura paralela dentro do Corinthians, com a nomeação de integrantes da torcida organizada Gaviões da Fiel para cargos estratégicos. Dois deles, Marcelo “Ninja” Sales e Rodrigo “Capetinha” Daher, foram alocados em postos administrativos na gestão de Augusto Melo, iniciada em janeiro de 2024.

A polícia também apura o envolvimento de Haroldo José Dantas da Silva, presidente do Conselho Fiscal do clube, com os investigados. A suspeita é de que os vínculos com o crime organizado antecedem a eleição de Melo, sugerindo uma articulação já em curso antes da atual gestão.

A expectativa é que pelo menos dez novos inquéritos sejam abertos para aprofundar as investigações nos outros clubes citados. Por ora, ainda não foram revelados os nomes dos dirigentes do São Paulo FC potencialmente implicados.

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