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Reunião entre Lula e Trump segue incerta e negociações comerciais travam após impasse diplomático
Reunião entre Lula e Trump segue incerta e negociações comerciais travam após impasse diplomático
Cancelamento de encontro entre ministros do Brasil e EUA reflete desgaste nas relações
Por: Redação
12/08/2025 às 10:16

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil
O esperado encontro presencial entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, permanece distante. A data mais próxima para o encontro seria em setembro, durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York, mas até o momento não há indicativos concretos de que a reunião aconteça.
A cautela do governo brasileiro é explicada, em parte, pelo ex-ministro Celso Amorim, conselheiro diplomático do presidente Lula, que classificou como “inaceitáveis” as recentes declarações do vice-secretário de Estado americano, Christopher Landau, sobre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Landau acusou Moraes de “usurpar poder ditatorial” e apontou para um rompimento nas relações históricas entre Brasil e EUA.
Essa tensão foi agravada pelo recente cancelamento da reunião entre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent. Segundo Haddad, tentativas para reagendar o encontro não avançaram, levando a um impasse nas negociações comerciais que podem afetar severamente exportações brasileiras, em especial diante da tarifa de 50% imposta pelos EUA a produtos nacionais.
Empresários brasileiros têm pressionado por um contato direto entre os presidentes para destravar as negociações, argumentando que medidas paliativas adotadas até agora são insuficientes para conter as perdas no mercado americano. Por sua vez, Lula mantém postura firme, afirmando que não pretende “se humilhar” com uma ligação a Trump, apesar do convite do ex-presidente norte-americano para o diálogo.
Enquanto isso, a negociação entre os governos segue paralisada, em um cenário que evidencia o desgaste da relação bilateral e os riscos para a economia brasileira.
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