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Rombo nos Correios expõe década de aparelhamento petista e prejuízo bilionário que já ameaça a existência da estatal

Rombo nos Correios expõe década de aparelhamento petista e prejuízo bilionário que já ameaça a existência da estatal

Empresa acumula perdas, fundo de pensão destruído e retorno de políticas fracassadas; rombo triplicou e chegou a R$ 6 bilhões em 2025

Por: Redação

01/12/2025 às 10:13

Imagem de Rombo nos Correios expõe década de aparelhamento petista e prejuízo bilionário que já ameaça a existência da estatal

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Os Correios chegaram a 2025 à beira do colapso, após anos de sucessivas escolhas políticas que transformaram a antiga referência nacional em um exemplo clássico de aparelhamento estatal. O rombo da empresa atingiu R$ 6 bilhões neste ano — quase o triplo do prejuízo registrado no ano anterior.

Segundo o artigo, o desastre financeiro não surgiu por acaso: foi construído ao longo dos governos Lula e Dilma. Entre 2003 e 2014, os Correios gastaram R$ 770 milhões em patrocínios culturais, editais e centros artísticos — uma guinada ideológica que desviou a estatal de sua função essencial e coincidiu com congelamento de tarifas e repasse bilionário de dividendos ao governo federal. O texto aponta que a empresa passou a gastar mais, arrecadar menos e ainda sustentar a máquina da União — um modelo inviável desde o início.

A crise, porém, não é apenas operacional. O Postalis — fundo de pensão dos funcionários — foi transformado em caixa político, investindo em países quebrados, operações temerárias e negócios associados a esquemas revelados pela CPI dos Fundos de Pensão e pela Operação Greenfield. O resultado foi devastador: um rombo superior a R$ 15 bilhões, dos quais R$ 7,6 bilhões saíram diretamente do caixa da estatal.

A situação piorou após 2023. O retorno dos patrocínios culturais, somado ao aumento do passivo previdenciário, jogou os Correios novamente no vermelho — R$ 4,3 bilhões só no primeiro semestre de 2025. As práticas que tinham levado a estatal ao colapso foram retomadas, repetindo erros antigos com resultados igualmente desastrosos.

O texto também rebate argumentos de que o problema seria administrativo ou conjuntural. A raiz do colapso está no uso político contínuo da empresa. Para o autor, a privatização não é mais uma questão de ideologia, mas de sobrevivência — citando modelos bem-sucedidos adotados por países como Alemanha e Holanda, que modernizaram serviços postais após privatizações amplas.

A conclusão do artigo é contundente: o rombo dos Correios é consequência direta de decisões ideológicas que ignoraram a sustentabilidade da estatal. Enquanto gastos se acumulavam e fundos eram dilapidados, o serviço postal se deteriorava e a estatal era tratada como recurso infinito, até que os números finalmente explodiram. Hoje, segundo o texto, o país inteiro paga a conta da irresponsabilidade dos governos petistas.

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