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Rosângela Moro pede criação de CPMI para investigar gastos do Ministério da Cultura

Rosângela Moro pede criação de CPMI para investigar gastos do Ministério da Cultura

Deputada aponta indícios de aparelhamento, fragilização da fiscalização e uso político de estruturas financiadas com dinheiro público

Por: Redação

22/12/2025 às 08:12

Imagem de Rosângela Moro pede criação de CPMI para investigar gastos do Ministério da Cultura

Foto: Cleia Viana - Câmara dos Deputados

A deputada federal Rosângela Moro (União-PR) protocolou nesta sexta-feira (19) um requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) com o objetivo de investigar os gastos do Ministério da Cultura em programas, comitês e estruturas administrativas vinculadas à pasta.

No documento, a parlamentar aponta indícios de aparelhamento institucional, além de mudanças administrativas que teriam enfraquecido deliberadamente os mecanismos de controle, fiscalização e prestação de contas de recursos públicos destinados ao setor cultural.

“O que está em debate não é política cultural, mas o respeito ao dinheiro do contribuinte. Estruturas do Estado não podem ser capturadas para servir a projetos de poder, nem recursos públicos podem operar sem fiscalização efetiva”, afirmou Rosângela Moro.

Entre os principais pontos questionados pela deputada está a criação do Programa Nacional de Comitês de Cultura e de seus escritórios regionais, bem como os critérios adotados para a seleção de entidades privadas responsáveis pela execução descentralizada de políticas culturais financiadas com recursos federais.

Segundo o requerimento, projetos que movimentam dezenas de bilhões de reais passaram a ser avaliados com exigências mínimas de comprovação, limitadas, em muitos casos, apenas à verificação formal da execução física das ações, sem análise rigorosa da documentação financeira.

“Ao exigir a comprovação de dolo específico como condição para reprovação de contas, criou-se um modelo de fiscalização que torna a responsabilização praticamente inalcançável”, afirma o texto apresentado pela deputada.

Rosângela Moro também pede que a CPMI apure eventual utilização político-partidária ou eleitoral de programas, comitês e estruturas administrativas do Ministério da Cultura, além de alterações normativas que teriam reduzido a capacidade de fiscalização do Estado sobre projetos culturais financiados com dinheiro público.

Para a deputada, a flexibilização excessiva das regras não representa modernização da gestão, mas sim um risco institucional.

“Flexibilizar regras não é modernizar a gestão. Enfraquecer a fiscalização é abrir espaço para desperdício, mau uso de recursos e perda de confiança da sociedade. O Brasil já aprendeu que a ausência de controle custa caro. Não podemos repetir erros que corroem a confiança da sociedade e fragilizam o Estado”, declarou.

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