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Salvador endurece lei e multa por pichação de facções criminosas chegará a R$ 21 mil
Salvador endurece lei e multa por pichação de facções criminosas chegará a R$ 21 mil
Após marcações do TCP em pontos turísticos, nova norma triplica punição para quem fizer apologia ao crime organizado
Por: Redação
17/11/2025 às 17:09

Foto: Arisson Marinho/CORREIO
A Prefeitura de Salvador sancionou a Lei nº 9.902/2025, que aumenta de forma significativa as punições para pichações ligadas ao crime organizado. A partir de agora, qualquer pessoa que fizer inscrições, símbolos ou sinais associados a facções criminosas poderá receber multa de até R$ 21 mil — valor três vezes maior que a penalidade padrão de R$ 7 mil.
A mudança ocorre após um episódio recente em que o cartão-postal do Farol da Barra foi pichado com a sigla TCP (Terceiro Comando Puro), facção com atuação crescente na Bahia. A repercussão levou o Legislativo municipal a propor o endurecimento da legislação.
A nova lei, publicada no Diário Oficial de sexta-feira (14), passa a considerar pichação qualquer inscrição feita sem autorização, seja em imóveis públicos ou privados, e inclui explicitamente mensagens que façam apologia ao crime organizado.
Com isso, pichações com siglas como TCP, CV ou BDM ficam sujeitas à penalidade máxima.
Recentemente, pichações do TCP apareceram em bairros como Mussurunga, Vila Verde e na própria Barra, refletindo a aliança entre o grupo e o Bonde do Maluco (BDM) para fazer frente ao Comando Vermelho (CV) em Salvador. As inscrições funcionam como marcação territorial e indicam a presença das facções.
Além das multas, a lei determina que o Poder Público deverá remover as pichações em até 30 dias após o recebimento de uma denúncia. O objetivo é impedir que símbolos de facções permaneçam expostos e reforcem a sensação de domínio territorial.
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