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Secretários de Tarcísio furam teto com jetons e chegam a ganhar mais de R$ 50 mil
Secretários de Tarcísio furam teto com jetons e chegam a ganhar mais de R$ 50 mil
Rendas mensais chegam a R$ 56 mil com participações em conselhos; governador afirma que tudo está "dentro da lei"
Por: Redação
14/07/2025 às 10:29

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Os secretários do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) têm engordado seus contracheques com gratificações pagas por participações em conselhos de estatais que elevam os salários mensais brutos para além do teto constitucional paulista, que hoje é de R$ 34,5 mil, correspondente ao vencimento do governador.
Segundo dados do Portal da Transparência, ao menos 12 secretários acumulam funções em conselhos administrativos ou fiscais de empresas públicas, recebendo até R$ 20 mil extras para comparecer a reuniões, muitas vezes virtuais, realizadas uma vez por mês.
Supersalários que ultrapassam os R$ 50 mil mensais em alguns casos e o valor é superior ao que recebe o próprio governador Tarcísio.
Embora os jetons estejam fora da regra do chamado “abate-teto”, são pagos com recursos públicos. Quatro secretários — Arthur Lima (Casa Civil), Andreza Rosalém (Desenvolvimento Social), Samuel Kinoshita (Fazenda) e Guilherme Afif Domingos (Projetos Estratégicos) — recebem exatamente R$ 19.744 a mais por integrarem dois conselhos, totalizando R$ 50.859,58 brutos por mês.
Outro caso emblemático é o do secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, que acumula salário de deputado federal (R$ 33.763), proventos da reserva da Polícia Militar (R$ 9.663,55) e jetons de dois conselhos (R$ 13.164), totalizando R$ 56.590. Mesmo com os descontos, a renda líquida segue superior à de Tarcísio.
Procurado, o governo paulista disse que os jetons estão previstos em lei e que os secretários têm obrigações nos conselhos, como fiscalizar atos de gestão e opinar sobre relatórios anuais. A nota oficial enfatiza que tais funções são exigidas de gestores públicos.
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