Sem cargo oficial, Janja participa de reunião do BRICS
Janja apareceu destacada em fotos oficiais ao lado de autoridades estrangeiras
Por: Redação
06/07/2025 às 20:42

Foto: Reprodução
A atuação da primeira-dama Rosângela “Janja” Silva na reunião da 17ª cúpula do BRICS, realizada no Rio de Janeiro, reacendeu o debate sobre o limite do papel institucional da esposa do presidente. Janja apareceu destacada em fotos oficiais ao lado de autoridades estrangeiras, sentado imediatamente atrás do presidente Lula, mesmo sem ter qualquer cargo público ou atribuição formal no governo.
A presença da primeira-dama em eventos de alcance internacional tem sido alvo de forte reprovação por críticos, que questionam a legitimidade da sua participação em fóruns diplomáticos. Um dos episódios mais comentados envolve sua intervenção não programada durante visita oficial à China, onde teria criticado algoritmos do TikTok diante do presidente Xi Jinping — ocasião considerada protocolarmente inconveniente e reflexo de postura “autoritária”.
Críticos argumentam que, ao ocupar espaço reservado a chefes de Estado e chancelaria, Janja confunde funções cerimoniais com ações governamentais, criando uma imagem de informalidade que contrasta com a formalidade exigida pela diplomacia. O posicionamento privilegiado em cúpulas como BRICS e G20 reforça a ideia de que ela extrapola os limites aceitáveis para o cargo, gerando desconforto entre atores diplomáticos e alimentando acusações de uso indevido de prestígio público.
Analistas apontam ainda que a repetida visibilidade de Janja em eventos institucionais reforça uma tendência de protagonismo informal que pode comprometer a imagem do governo. A primeira-dama tem sido alvo de críticas por desrespeitar protocolos e antecipar o discurso oficial, como ocorreu na China — atitudes que, segundo especialistas, acabam por irritar parceiros internacionais e manchar a reputação diplomática do país.
Nesta cúpula, há relatos de desconforto com a naturalidade com que Janja se inseriu entre delegações oficiais. A centralidade da figura da primeira-dama simboliza, para opositores, um modelo de política personalizada e personalista, em que espaços institucionais são condicionados pela presença externa à hierarquia formal.
A permanência de Janja em reuniões como a do BRICS mesmo sem cargo oficial reaviva a discussão sobre limites de interferência de familiares no exercício do poder. Para muitos, o episódio representa uma afronta à tradicional reserva protocolar exigida em eventos diplomáticos, demonstrando uma inclinação crescente do governo a reforçar o protagonismo de figuras ligadas ao núcleo do poder presidencial — ainda que sem legitimidade institucional.
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