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Sem “casamento”, mas com cobrança: Lula tenta conquistar agro com crédito caro
Sem “casamento”, mas com cobrança: Lula tenta conquistar agro com crédito caro
Presidente diz que não “pede casamento” ao setor, mas oposição critica Planos Safra como gastos ineficazes diante de crédito caro
Por: Redação
04/07/2025 às 22:00

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Durante evento em Duque de Caxias (RJ), nesta sexta-feira (4), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentou suavizar sua relação desgastada com o agronegócio. Ao anunciar investimentos da Petrobras, Lula destacou o volume recorde dos Planos Safra em seu terceiro mandato, mas fez questão de frisar que não busca “aprovação política” do setor. “Não estou propondo casamento”, disse, ao justificar que os repasses visam exclusivamente a importância econômica do agro.
Apesar da narrativa conciliadora, o discurso esbarra em contradições práticas. Embora o volume anunciado para as agriculturas familiar e empresarial tenha somado R$ 594,4 bilhões, as linhas de crédito chegam com taxas de contratação de até 14% — números que o próprio ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), classificou como “mais altos do que gostaria”.
Na avaliação de congressistas ligados à Bancada do Agro, o pacote do governo é um presente embrulhado em papel caro. A senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura, acusou o Planalto de “gastança” irresponsável e atribuiu às escolhas fiscais do governo o aumento das taxas e a limitação real do financiamento ao setor produtivo.
A desconfiança do agronegócio com Lula não é recente. Mesmo com cifras robustas, o presidente não conseguiu reconstruir a ponte com o setor desde sua volta ao Planalto.
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