Senado gasta quase R$ 200 mil por mês com comissões fantasmas
Quatro servidores recebem salários elevados para atuar em colegiados criados em 2023, mas que nunca se reuniram em 2025; parte deles nem precisa registrar ponto.
Por: Redação
26/09/2025 às 08:29

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
Em setembro de 2025, o Senado Federal destinou R$ 173,6 mil para pagar salários de quatro servidores concursados que atuam como secretários de comissões que só existem no papel. Criados em junho de 2023, os colegiados de Comunicação e Direito Digital e de Defesa da Democracia não realizaram nenhuma reunião este ano e tampouco votaram projetos, mas ainda assim mantêm despesas mensais que se aproximam de R$ 200 mil.
Dois desses servidores ainda contam com o chamado “regime especial de frequência”, que dispensa a necessidade de bater ponto eletrônico no Senado.
Na Comissão de Comunicação e Direito Digital, por exemplo, o secretário Matheus Soares Torres Costa recebeu R$ 46,4 mil em setembro, valor que inclui R$ 6,8 mil adicionais pela função comissionada. Já o assistente técnico Jefferson Damascena teve remuneração bruta de R$ 40,9 mil, com acréscimo de R$ 3 mil pelo cargo.
As comissões foram criadas durante a gestão do então presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), com relatoria do senador Eduardo Gomes (PL-TO). Na mesma época, também surgiu a Comissão de Esporte, a única que de fato foi instalada e entrou em funcionamento.
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