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Senador afirma que Trump ofereceu rota de fuga segura a Maduro para evitar conflito na Venezuela

Senador afirma que Trump ofereceu rota de fuga segura a Maduro para evitar conflito na Venezuela

Republicano diz que ditador pôde escolher exílio em países aliados, como a Rússia; pressão dos EUA incluiu cerco aéreo e mobilização militar no Caribe

Por: Redação

01/12/2025 às 10:55

Imagem de Senador afirma que Trump ofereceu rota de fuga segura a Maduro para evitar conflito na Venezuela

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O senador republicano Markwayne Mullin, integrante do Comitê das Forças Armadas do Senado dos Estados Unidos, revelou neste domingo (30) que o presidente Donald Trump ofereceu ao ditador venezuelano Nicolás Maduro a chance de deixar o país e buscar refúgio seguro em alguma nação aliada — entre elas, a Rússia. As declarações foram dadas à CNN.

Segundo Mullin, Trump teria deixado claro que Washington não enviaria tropas para a Venezuela, mas advertiu Maduro de que os Estados Unidos iniciariam “em breve” operações terrestres focadas no combate ao narcotráfico. Para o governo americano, o líder chavista é tratado como comandante de uma “organização narcoterrorista” que lembra que Maduro foi oficialmente listado como ameaça terrorista no mês anterior.

Trump confirmou ter falado por telefone com Maduro dias antes, embora não tenha detalhado o teor completo da conversa. O senador republicano disse que o ex-presidente foi direto: “Demos a Maduro a oportunidade de sair.”

A reportagem também destaca que, no mesmo fim de semana, os EUA endureceram a pressão sobre o regime venezuelano, declarando que “o espaço aéreo da Venezuela deveria ser considerado totalmente fechado”. A medida provocou cancelamentos de voos e paralisia de licenças aéreas, ampliando o isolamento de Caracas.

Paralelamente, Washington mantém um grande destacamento militar no Mar do Caribe, posicionado diante da costa venezuelana, que trata o tema como parte de uma ofensiva estratégica de cerco diplomático e militar.

O episódio reacende o debate sobre a pressão norte-americana contra ditaduras na América Latina e reforça a diferença entre os governos Trump e Biden na condução da política externa. Enquanto o republicano adota estratégia de ruptura e força, o democrata prefere negociações diplomáticas que, segundo críticos, apenas prolongam o fôlego de regimes autoritários.

A revelação de Mullin joga luz sobre o momento em que Maduro poderia ter deixado o poder sem confronto — escolha que recusou. Hoje, enfrenta um cerco crescente e uma Venezuela cada vez mais isolada no cenário internacional.

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