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Sequestrada e esquartejada, jovem de Eunápolis usava redes sociais para vender drogas, aponta polícia
Sequestrada e esquartejada, jovem de Eunápolis usava redes sociais para vender drogas, aponta polícia
Anna Luiza, de 21 anos, foi executada por traficantes após morte de comparsa; investigação aponta envolvimento com facção e transmissão de vendas ao vivo
Por: Redação
26/06/2025 às 10:12

Foto: Reprodução
O brutal assassinato de Anna Luiza Lima Brito, de 21 anos, sequestrada e esquartejada após a execução de um homem em uma loja de conveniência, ganhou novos contornos com a divulgação de um relatório da Polícia Civil. De acordo com as investigações, a jovem tinha ligação com o tráfico de drogas em Eunápolis, no extremo sul da Bahia, e usava suas redes sociais, como Instagram e Facebook, para promover transmissões ao vivo nas quais anunciava entorpecentes à venda.
“O documento aponta que ela fazia parte do esquema de comercialização de drogas e era responsável pela divulgação”, disse uma fonte ligada à investigação. Ainda segundo o relatório, há indícios de que Anna tinha vínculos com uma facção criminosa — cujo nome, no entanto, não foi oficialmente revelado.
A motivação para o sequestro e execução da jovem, segundo a polícia, foi uma possível retaliação à morte de Matheus Rodrigues de Souza, de 24 anos, ocorrida na noite de segunda-feira (23). Vídeos mostram Anna Luiza próxima a Matheus momentos antes do ataque, recolhendo o celular da vítima. Esse gesto, segundo os investigadores, teria levantado suspeitas entre criminosos de que ela teria participado da emboscada.
“A proximidade entre Anna e Matheus era notória, e há suspeitas de que ela tenha passado informações ao executor sobre o local e horário onde a vítima estaria”, afirma o relatório. O caso está sendo tratado como um "acerto de contas" dentro da lógica de facções rivais, onde a traição ou o vazamento de informações pode significar sentença de morte.
Anna Luiza foi sequestrada no dia seguinte ao crime, possivelmente levada por integrantes do Comando Vermelho (CV), que a executaram de forma cruel. Fontes policiais também investigam a hipótese de que ela tenha sido vista como “alcaguete” (delatora), o que teria motivado a chamada “queima de arquivo”.
As execuções de Anna Luiza e Matheus estão sendo apuradas pela Delegacia Territorial de Eunápolis. Vídeos das cenas dos crimes circularam nas redes sociais, acirrando ainda mais o clima de tensão na cidade, que vive um crescimento alarmante da violência ligada ao tráfico.
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