STF decide hoje se mantém prisão de Jair Bolsonaro
Turma analisará laudos médicos, alegações de fragilidade clínica e questionamentos sobre a atuação da Polícia Federal
Por: Redação
24/11/2025 às 07:37

Foto: ROSINEI COUTINHO/STF
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) julga nesta segunda-feira (24) se mantém a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro. A análise ocorre em sessão virtual extraordinária, convocada pelo ministro Flávio Dino, presidente do colegiado, e ficará aberta das 8h às 20h.
A decisão que levou Bolsonaro ao cárcere foi determinada no sábado (22) pelo ministro Alexandre de Moraes, que revogou a prisão domiciliar e ordenou o recolhimento preventivo do ex-chefe do Executivo. Segundo Moraes, novos elementos apresentados pela Polícia Federal (PF) indicariam risco de fuga e ameaça à ordem pública. A Procuradoria-Geral da República, por sua vez, solicitou o trânsito em julgado da condenação de 27 anos e 3 meses imposta ao ex-presidente, em ação controversa marcada por acusações de tentativa de golpe.
Moraes também afirmou que Bolsonaro teria tentado violar a tornozeleira eletrônica na madrugada de sábado, episódio que, segundo o ministro, coincidiria com uma vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro — interpretação contestada por aliados, que apontam possível extrapolação na leitura dos fatos.
Defesa aponta confusão mental por interação de medicamentos
No domingo (23), os médicos que acompanham Bolsonaro — o cirurgião Cláudio Birolini e o cardiologista Leandro Echenique — estiveram na sede da PF no Distrito Federal e enviaram relatório descrevendo que o ex-presidente apresentou quadro de confusão mental decorrente da combinação de medicamentos como Pregabalina, Clorpromazina e Gabapentina.
A defesa argumenta que Bolsonaro, que possui histórico de problemas clínicos e ainda sofre sequelas da facada de 2018, agiu de maneira “ilógica” devido aos efeitos colaterais dos remédios, ao estresse e à idade. Advogados ressaltam ainda que ele estava sob monitoramento policial permanente em sua residência em Brasília, o que inviabilizaria qualquer tentativa real de fuga. Eles pedem a revogação da decisão e o retorno do ex-presidente à prisão domiciliar.
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