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STJ arquiva investigação sobre advogado de Adélio Bispo

STJ arquiva investigação sobre advogado de Adélio Bispo

Ministro Joel Ilan Paciornik decide que recurso da OAB perdeu objeto após fim das apurações

Por: Redação

29/11/2025 às 10:22

Imagem de STJ arquiva investigação sobre advogado de Adélio Bispo

Foto: Divulgação

O Superior Tribunal de Justiça arquivou o recurso do Conselho Federal da OAB que contestava a quebra de sigilo bancário do advogado Zanone Manuel de Oliveira Júnior, defensor de Adélio Bispo, autor da facada em Jair Bolsonaro durante a campanha de 2018. A decisão, tomada pelo ministro Joel Ilan Paciornik na sexta-feira (28), encerra oficialmente o processo após o tribunal reconhecer que as investigações em instâncias inferiores já tinham sido concluídas, fazendo o caso perder o objeto.

Segundo o documento, a OAB comunicou ao STJ que não havia mais apurações ativas solicitando a quebra de sigilo do advogado, o que impossibilitava qualquer decisão prática. Por isso, Paciornik julgou o recurso “prejudicado”, afirmando que, com o fim do inquérito policial, não cabia mais avaliar a medida. O processo chegou a entrar na pauta da 5ª Turma em novembro, mas foi retirado após ausência do relator e acabou arquivado em definitivo.

O tema sempre mobilizou apoiadores de Bolsonaro, que questionavam como Adélio — sem bens ou renda conhecida — teria conseguido pagar pelos serviços de quatro advogados. O texto lembra que os defensores eram Zanone Manuel de Oliveira Júnior, Pedro Augusto de Lima Felipe e Possa, Fernando Costa Oliveira Magalhães e Marcelo Manoel da Costa. Críticos alegavam que a origem dos pagamentos revelaria o “mandante” do ataque. A Polícia Federal, porém, reafirmou ao longo dos anos que Adélio agiu sozinho.

O caso também envolveu versões controversas. Inicialmente, Zanone afirmou ter sido contratado por um fiel das Testemunhas de Jeová — algo negado pela própria igreja em nota oficial. Mais tarde, surgiram suspeitas de que o PCC teria financiado parte dos honorários, tese mencionada em 2023 por investigação citada pela Folha de S.Paulo. Há referência ao registro de um grupo no aplicativo WeChat chamado “Adélio PCC”, criado por um dos advogados, que depois alegou se tratar de uma “brincadeira de mau gosto”. A Polícia Federal, contudo, concluiu que não havia provas de que a facção criminosa tivesse bancado a defesa.

O recurso arquivado discutia especificamente a decisão do TRF-1 que havia permitido a quebra do sigilo bancário de Zanone entre setembro e dezembro de 2018, período em que Adélio foi preso. A OAB argumentava violação à prerrogativa do sigilo profissional, mas tanto o TRF-1 quanto o Ministério Público Federal — em parecer de 2024 — entenderam que a medida não atingia o exercício da advocacia, e sim buscava identificar eventuais financiadores do crime.

Com o arquivamento no STJ, o debate jurídico se encerra, mas o caso segue como um dos episódios mais explorados politicamente desde o atentado contra Bolsonaro — e volta a ganhar força sempre que o tema retorna ao ambiente público.

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