Tarcísio atua nos bastidores para viabilizar prisão domiciliar de Bolsonaro
Governador de São Paulo intensifica articulações junto ao STF e líderes políticos ao apontar risco à integridade física do ex-presidente e defender acompanhamento médico adequado fora do cárcere
Por: Redação
15/01/2026 às 10:57

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), intensificou nas últimas horas uma atuação discreta, porém direta, nos bastidores do poder para destravar a concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A movimentação ocorre após a defesa apresentar formalmente o pedido ao Supremo Tribunal Federal na terça-feira (13).
De acordo com apuração publicada pela Revista Oeste, Tarcísio conversou nesta quarta-feira (14) com ministros do STF, destacando que o caso deixou de ser apenas jurídico e passou a envolver risco concreto à integridade física do ex-presidente. O governador ressaltou episódios recentes, como a queda sofrida por Bolsonaro no cárcere, além de laudos médicos que apontam vulnerabilidade clínica permanente, incompatível com a permanência em cela da Polícia Federal.
Nas conversas, Tarcísio sustentou que a prisão domiciliar permitiria acompanhamento médico contínuo, em condições condizentes com o quadro clínico do ex-presidente. Segundo o governador, a estrutura da Superintendência da Polícia Federal em Brasília não teria condições de oferecer o nível de atenção médica exigido pela situação atual.
Além do diálogo com integrantes do Judiciário, a estratégia do governador inclui articulações com líderes partidários e chefes de Poderes, que devem se intensificar nos próximos dias. O objetivo é construir um ambiente político favorável à concessão da medida, tratada por aliados como humanitária e preventiva, e não como privilégio.
A movimentação de Tarcísio ocorre em um contexto de pressão institucional ampliada. Parlamentares já acionaram a Organização dos Estados Americanos (OEA), enquanto a Procuradoria-Geral da República deu aval à assistência religiosa e à remição de pena por leitura, reconhecendo direitos básicos do ex-presidente no cumprimento da pena.
Nos bastidores, aliados avaliam que a entrada direta de Tarcísio no tema eleva o peso político do pedido e sinaliza que a situação de Bolsonaro transcendeu a esfera estritamente judicial, passando a envolver considerações humanitárias, institucionais e de estabilidade política.
Até o momento, o STF não se manifestou oficialmente sobre o pedido de prisão domiciliar.
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