Tarcísio defende anistia ampla e critica investigações conduzidas por Moraes
Governador de São Paulo vê perdão como caminho para pacificação e visita Bolsonaro pela primeira vez após condenação
Por: Redação
29/09/2025 às 18:40

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta segunda-feira (29) que a anistia aos condenados pelos atos do 8 de janeiro deve ser ampla e incluir o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Para ele, o perdão é um “caminho de pacificação” e essencial para o país avançar.
“Eu acredito, sim, que a anistia é um caminho de pacificação. Muitas pessoas que estão presas não sabiam exatamente o que estavam fazendo. Já cumpriram pena, já entenderam que toda depredação é deplorável e condenável. O que aconteceu em 8 de janeiro é deplorável, é condenável, e não podemos estimular esse tipo de coisa”, disse o governador.
A declaração ocorreu durante sua visita a Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em Brasília. Esta foi a primeira vez que Tarcísio esteve com o ex-presidente desde que ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
O governador também criticou o projeto de lei da Dosimetria, em discussão no Congresso, por não contemplar casos de inocentes presos.
“Não satisfaz porque não se pode tratar de redução de penas quando há pessoas presas por crimes que não cometeram”, afirmou.
Além disso, Tarcísio acusou o ministro Alexandre de Moraes, relator dos inquéritos sobre o 8 de janeiro, de usar investigações como “instrumento de pressão, principalmente contra políticos de direita”.
“Então, há muito mais em jogo do que apenas isso. A anistia tem que ser para todos, incluindo o presidente Bolsonaro. É a única forma de virar essa página e, aí sim, priorizar os temas que precisam ser tratados pelo Congresso Nacional”, completou.
Enquanto isso, a tramitação do PL da Dosimetria segue indefinida. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), negou que a votação esteja condicionada à análise do projeto que prevê isenção do Imposto de Renda, como havia indicado o relator Paulinho da Força (Solidariedade-SP).
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