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Tesouro barra empréstimo bilionário aos Correios após governo Lula aceitar juros “abusivos”
Tesouro barra empréstimo bilionário aos Correios após governo Lula aceitar juros “abusivos”
Estatal afunda em prejuízo recorde, tenta empréstimo a 136% do CDI e expõe crise gerada por má gestão; rejeição do Tesouro revela risco para as contas públicas
Por: Redação
03/12/2025 às 08:03

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
O Tesouro Nacional rejeitou, nesta terça-feira (2), a proposta de empréstimo de R$ 20 bilhões aos Correios após considerar o juro pedido pelos bancos inaceitavelmente alto. A estatal negociou taxas de 136% do CDI, acima do limite de 120% aceito pela União para operações com garantia — algo que revela o tamanho da desconfiança do mercado sobre a saúde financeira dos Correios.
A decisão confirma uma situação alarmante: mesmo com risco quase zero para os bancos, já que o Tesouro atuaria como garantidor, as instituições financeiras só aceitaram emprestar com juros muito acima do padrão. Isso só acontece quando o mercado enxerga uma estatal desestruturada, endividada e mal administrada.
De acordo com o relatório, entre janeiro e setembro de 2025 os Correios tiveram prejuízo de R$ 6,1 bilhões, mais que o dobro do rombo de 2024 (R$ 2,6 bilhões). Na projeção oficial, o ano deve fechar com déficit primário de R$ 5,8 bilhões.
O infográfico da página 5 reforça a tragédia: enquanto a estatal registrou lucros nos governos Temer e Bolsonaro, ela voltou ao vermelho de forma contínua com Lula, acumulando prejuízos ano após ano.
Após a rejeição, os Correios avisaram que vão enviar nova contraproposta aos bancos enquanto buscam alternativas para reforçar a liquidez. A diretoria admite trabalhar com o Ministério da Fazenda em soluções emergenciais — um sinal claro de que o governo não sabe como conter a sangria da estatal.
O secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o prejuízo dos Correios está causando “impacto negativo” nas contas públicas e admitiu risco de contingenciamento ainda maior em 2026 por causa do rombo crescente.
O governo Lula não vê com bons olhos um aporte direto do Tesouro para cobrir os prejuízos, mas, na prática, tenta viabilizar um empréstimo gigantesco em condições que repassariam o risco ao contribuinte.
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