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Tesouro dos EUA reafirma sanções da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes

Tesouro dos EUA reafirma sanções da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes

Documento enviado ao Congresso americano acusa ministro do STF de “prisões arbitrárias” e “ataques” à liberdade de expressão; governo Lula tenta reverter punições após pressão de Trump

Por: Redação

09/12/2025 às 21:50

Imagem de Tesouro dos EUA reafirma sanções da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos confirmou, em carta enviada ao congressista Rick McCormick, que as sanções impostas ao ministro Alexandre de Moraes sob a Lei Global Magnitsky continuam plenamente válidas — contrariando rumores de recuo após pressões diplomáticas do governo Lula.

Segundo o documento, Moraes foi sancionado por “prisões preventivas arbitrárias”, por promover “ataques à liberdade de expressão” e por praticar graves violações de direitos humanos, fundamentos previstos na Ordem Executiva 13818, que habilita o governo americano a punir autoridades estrangeiras envolvidas em abusos institucionais.

A carta reforça que a decisão decorre não apenas de sua atuação dentro do Brasil, mas também de episódios em que Moraes teria perseguido ou censurado cidadãos norte-americanos, inclusive em território dos Estados Unidos — ponto considerado especialmente grave pelo Congresso americano.

O Tesouro recorda que a medida seguiu-se à revogação dos vistos do ministro e de seus familiares imediatos pelo Departamento de Estado em julho de 2025, devido à sua participação em uma “campanha ilegal de censura” contra norte-americanos.

Ou seja, para Washington, Moraes ultrapassou fronteiras ao tentar impor decisões tomadas no Brasil sobre cidadãos dos EUA, acionando mecanismos jurídicos considerados incompatíveis com padrões democráticos.

O congressista Rick McCormick, que havia questionado a Casa Branca sobre rumores de recuo, comemorou o posicionamento:

“Como membro da Comissão de Relações Exteriores, levo muito a sério ataques à liberdade de expressão e tentativas de governos estrangeiros de coagir cidadãos norte-americanos. Sou grato por ter um Executivo disposto a dialogar.”

A fala reforça o clima de endurecimento bipartidário no Congresso dos EUA contra autoridades estrangeiras vistas como abusivas — contexto que coloca Moraes no centro de um constrangimento diplomático raro para um ministro da Suprema Corte brasileira.

As sanções foram aplicadas durante o governo Donald Trump, que também ordenou a retirada de vistos de outros sete ministros do STF, poupando apenas:

  • André Mendonça,

  • Kassio Nunes Marques,

  • Luiz Fux.

Após o encontro entre Lula e Trump na Malásia, em outubro, o governo brasileiro passou a pressionar discretamente a Casa Branca para reconsiderar as sanções. A carta do Tesouro, porém, indica que não há intenção de recuo neste momento.

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