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Toffoli determina acareação no STF para apurar suspeita de fraude no Banco Master
Toffoli determina acareação no STF para apurar suspeita de fraude no Banco Master
Audiência reunirá fundador da instituição, diretor do Banco Central e ex-presidente do BRB; investigação segue sob sigilo e com acompanhamento da Polícia Federal
Por: Redação
24/12/2025 às 11:26

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, determinou a realização de uma acareação no âmbito do STF para aprofundar a investigação sobre possíveis fraudes envolvendo o Banco Master. A audiência está marcada para a próxima terça-feira (30), às 14h, mesmo durante o recesso da Corte, e ocorrerá nas dependências do tribunal.
O encontro reunirá três personagens centrais do caso: Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master; Ailton de Aquino Santos, diretor de Fiscalização do Banco Central do Brasil; e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB).
A acareação foi determinada por iniciativa direta de Toffoli, sem provocação da Polícia Federal, e contará com acompanhamento da corporação. Um juiz auxiliar do gabinete do ministro ficará responsável por formular as perguntas, que serão encaminhadas previamente. Todo o procedimento será registrado em vídeo, e os autos permanecem sob sigilo no Supremo.
Segundo informações constantes no processo, o objetivo é esclarecer divergências entre as versões apresentadas pelos envolvidos sobre os fatos que culminaram na liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025. Antes disso, o BC havia vetado, em 3 de setembro, a operação de venda da instituição ao BRB, anunciada em março como uma tentativa de evitar o colapso do banco.
De acordo com o Banco Central, a investigação aponta para um rombo estimado em R$ 12 bilhões, decorrente de supostos créditos fictícios registrados no balanço do Master — números que são contestados pela defesa do banco. A acareação busca confrontar diretamente as versões sobre a origem desses ativos, a atuação dos órgãos reguladores e a condução das negociações envolvendo a venda da instituição.
O caso ganhou ainda mais relevância após a prisão de Daniel Vorcaro e outros executivos durante a Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal no mesmo dia da liquidação do banco. Posteriormente, decisões judiciais autorizaram a liberdade do empresário com medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.
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