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TOMA LÁ DA CÁ: Após impor derrota a Lula, Alcolumbre sinaliza reconciliação em troca de cargos e emendas
TOMA LÁ DA CÁ: Após impor derrota a Lula, Alcolumbre sinaliza reconciliação em troca de cargos e emendas
Presidente do Senado articula retomada de diálogo com Planalto enquanto disputa espaço no governo e mira controle sobre os Correios
Por: Redação
04/07/2025 às 05:00

Foto: Ricardo Stuckert
Após articular, ao lado do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a mais significativa derrota do governo Lula no Congresso — a derrubada do decreto que aumentava o IOF —, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), já ensaia uma reaproximação com o Planalto. O movimento ocorre em meio a liberações de emendas parlamentares e negociações por cargos estratégicos no Executivo, evidenciando a velha política do “toma lá, dá cá” que ressurge com força na atual legislatura.
Só após a queda do decreto, o Palácio do Planalto liberou cerca de R$ 26 milhões em emendas indicadas por Alcolumbre, reforçando a percepção de que o apoio político tem preço — e é pago em dinheiro público. Ao todo, o Congresso Nacional tem à disposição aproximadamente R$ 50 bilhões em emendas neste ano, recurso amplamente usado como moeda de barganha para conter rebeliões na base aliada.
Outro ponto sensível envolve o comando dos Correios. A estatal, que atualmente está sob gestão de Fabiano Silva, indicado pelo grupo Prerrogativas (ligado ao PT), tornou-se alvo do União Brasil. Com a saída ventilada de Silva, o senador articula para que o próximo presidente seja alguém de confiança de seu partido. A queda de braço se intensifica com a participação direta do ministro da Casa Civil, Rui Costa, o que revela a disputa interna no governo por influência e controle sobre cargos de alto escalão.
Alcolumbre já ocupa uma posição privilegiada no governo, sendo padrinho de três ministérios comandados por nomes ligados ao União Brasil: Turismo (Celso Sabino), Comunicações (Frederico Filho) e Integração e Desenvolvimento Regional (Waldez Góes). A nomeação de Frederico Filho, por exemplo, só ocorreu após a recusa do deputado Pedro Lucas Fernandes (União-MA), consolidando o poder de articulação do senador sobre a pasta.
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