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Toque de recolher, censura e tornozeleira: as ordens de Moraes contra Bolsonaro
Toque de recolher, censura e tornozeleira: as ordens de Moraes contra Bolsonaro
Medidas restritivas incluem proibição de redes sociais e contato com diplomatas; aliados veem tentativa de afastar ex-presidente do debate público
Por: Redação
18/07/2025 às 09:37

Foto: Adriano Machado
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (18) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) use tornozeleira eletrônica e cumpra medidas restritivas que incluem toque de recolher, censura digital e proibição de contato com diplomatas e aliados políticos.
A decisão faz parte da mais recente operação da Polícia Federal contra o ex-mandatário, que é alvo de investigações relacionadas à suposta tentativa de golpe em 2022. Bolsonaro compareceu à sede da PF em Brasília para a instalação do dispositivo de monitoramento. A ação também incluiu mandados de busca e apreensão em sua residência no Jardim Botânico e em endereços ligados ao PL, seu partido.
As medidas impostas pelo STF incluem:
Uso de tornozeleira eletrônica;
Proibição de uso de redes sociais;
Recolhimento domiciliar das 19h às 7h;
Proibição de contato com diplomatas e embaixadores;
Proibição de comunicação com outros réus e investigados.
A ofensiva acontece dias após a Procuradoria-Geral da República (PGR) ter pedido a condenação do ex-presidente, acusando-o de incitar o caos social e tentar subverter a ordem democrática. Se condenado, Bolsonaro pode enfrentar mais de 40 anos de prisão por crimes como tentativa de golpe de Estado e dano ao patrimônio público.
O ex-presidente, que já foi declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 2030, afirma ser alvo de um processo de perseguição política que visa impedir seu retorno à disputa eleitoral. Em entrevistas recentes, Bolsonaro reiterou que venceu no voto popular e que o sistema “pesou a mão” contra ele em 2022.
Aliados classificam as ações como abuso de autoridade e denunciam o cerco judicial como um plano para afastar Bolsonaro do debate público, especialmente diante de sua liderança nas pesquisas eleitorais para 2026.
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