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Tratamento desigual: enquanto Bolsonaro enfrenta restrições duras na PF, Lula teve até esteira ergométrica na cela
Tratamento desigual: enquanto Bolsonaro enfrenta restrições duras na PF, Lula teve até esteira ergométrica na cela
Condições escancararam contraste entre o rigor imposto ao ex-presidente e os privilégios desfrutados por Lula quando esteve preso em Curitiba
Por: Redação
03/12/2025 às 08:16

Foto: Reprodução
O contraste no tratamento dado aos dois ex-presidentes não poderia ser mais evidente — e agora está documentado. Enquanto Jair Bolsonaro cumpre pena sob rígidas restrições na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, Luiz Inácio Lula da Silva usufruiu de benefícios incomuns, como esteira ergométrica dentro da sua cela em Curitiba. A comparação, revelada pela Revista Oeste, reacendeu as críticas à seletividade de autoridades judiciais e ao rigor diferenciado imposto a adversários do atual governo.
Segundo o senador Flávio Bolsonaro, o tratamento recebido pelo pai é “pior que o dado a traficante”. Bolsonaro evita inclusive consumir alimentos fornecidos pela PF, desconfiando da procedência. Ele cumpre prisão por determinação do ministro Alexandre de Moraes, condenado por um suposto “plano de golpe” que nunca ocorreu, segundo seus defensores.
O rigor atual contrasta diretamente com o ambiente confortável concedido a Lula. Como mostra o arquivo, o petista tinha rotina de exercícios com acesso a esteira ergométrica — algo completamente fora da realidade de qualquer presidiário comum. Nenhuma dessas facilidades, porém, foi cogitada para Bolsonaro, que cumpre pena em condições consideradas severas inclusive para o seu estado de saúde.
A decisão de manter o ex-presidente em regime fechado, ainda que fragilizado por múltiplas cirurgias decorrentes da facada de 2018, alimenta a percepção de perseguição política e uso instrumental das instituições. A mesma estrutura judicial que ofereceu privilégios a Lula — condenado à época por corrupção e lavagem de dinheiro — hoje impõe a Bolsonaro um tratamento excepcionalmente restritivo.
A comparação entre as duas prisões escancara uma realidade incômoda: no Brasil, o sistema penal parece variar conforme a cor da bandeira política do réu. Para críticos do governo, o contraste comprova que a Justiça brasileira vive um desequilíbrio inaceitável, onde adversários do establishment são punidos com rigor extremo, enquanto aliados do grupo no poder desfrutam de condições benevolentes e até confortáveis.
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