Trump e Putin se reúnem no Alasca para tratar de cessar-fogo e acordo nuclear
Presidente dos EUA busca trégua na Ucrânia e aproximação diplomática com Moscou
Por: Redação
15/08/2025 às 09:12

Foto: Jussi Nukari/Lehtikuva via AP
Donald Trump e Vladimir Putin realizam tratativas nesta sexta-feira (15), em uma base aérea histórica no Alasca, com foco no esforço do presidente dos Estados Unidos para fechar um acordo de cessar-fogo na Ucrânia. Putin trouxe à mesa uma oferta de última hora para discutir também um possível acordo nuclear.
A reunião presencial é a primeira desde que Trump retornou à Casa Branca. O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy e aliados europeus não foram convidados, levantando preocupações sobre possíveis pressões para concessões territoriais.
Trump, que já afirmou ser capaz de encerrar o conflito rapidamente, reforça sua imagem de pacificador global, com potencial de concorrer ao Prêmio Nobel da Paz. Para Putin, a cúpula representa uma vitória diplomática antes mesmo do início, permitindo que a Rússia se reposicione no cenário internacional e sinalizando que esforços ocidentais para isolá-la foram contornados.
A Casa Branca informou que a reunião será às 11h, no horário do Alasca (16h em Brasília). Trump destacou que, caso as negociações com Putin avancem, uma cúpula subsequente envolvendo Zelenskiy será ainda mais crucial.
Fontes próximas ao Kremlin indicam que Moscou demonstra disposição para encontrar um acordo sobre a Ucrânia. O ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, afirmou que a Rússia não revela sua posição previamente. Zelenskiy, por meio de conversas recentes com Trump, reforçou a necessidade de garantias de segurança para Kiev.
Putin busca, com o encontro, reduzir o impacto das sanções ocidentais e abrir espaço para negociações de controle de armas nucleares, que substituiriam o tratado vigente com validade até fevereiro do próximo ano. Segundo fontes, a disposição de ambos os lados indica possibilidade de consenso, especialmente diante da pressão econômica sobre Moscou.
"Aparentemente, alguns termos serão acordados (...) porque Trump não pode ser recusado, e nós não estamos em posição de recusar devido à pressão das sanções", afirmou uma fonte próxima ao Kremlin à Reuters, sob anonimato.
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