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Trump fecha acordos com UE, Japão e China — e deixa Brasil de fora enquanto Lula prefere atacar e falar em truco

Trump fecha acordos com UE, Japão e China — e deixa Brasil de fora enquanto Lula prefere atacar e falar em truco

Por: Redação

27/07/2025 às 17:19

Imagem de Trump fecha acordos com UE, Japão e China — e deixa Brasil de fora enquanto Lula prefere atacar e falar em truco

Foto: Carl Court – Pool/Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retomou o protagonismo nas negociações comerciais globais ao firmar acordos com três grandes potências: União Europeia, Japão e China. Os pactos envolvem tarifas reduzidas, investimentos bilionários e acesso facilitado aos mercados norte-americanos. O Brasil, no entanto, ficou de fora — e isso acendeu o alerta entre especialistas em comércio exterior e empresários brasileiros.

A ausência do país nas tratativas com Washington ocorre em um momento de crescente tensão comercial, quando Trump anunciou um novo pacote tarifário que pode afetar diretamente os produtos brasileiros a partir de 1º de agosto. As tarifas, que podem chegar a 50%, incidem sobre setores como agroindústria, energia e manufaturas.

Segundo analistas, a exclusão do Brasil revela uma lacuna na condução da política externa econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Embora o Brasil tenha buscado reforçar alianças com o Sul Global e dentro do BRICS, não apresentou até agora uma estratégia clara para lidar com a política protecionista norte-americana.

Enquanto Japão e União Europeia aceitaram negociar contrapartidas — como compromissos de investimento e abertura de mercado — o Brasil manteve uma postura mais reativa. Até o momento, não há informações sobre tentativas formais do governo Lula de abrir um canal direto de negociação com o governo Trump.

Nos últimos discursos, Lula se limitou a criticar Trump de forma genérica e a tratar o impasse comercial como parte de um embate ideológico. Frases como “o Brasil não vai se curvar” e comparações com a “jabuticaba” — fruta nativa usada para ilustrar a singularidade brasileira — marcaram as falas do presidente, mas pouco avançaram no campo prático da diplomacia.

Internamente, o Planalto estuda recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) e iniciar diálogos via Itamaraty, mas até agora não apresentou um plano concreto para reverter as tarifas ou retomar o acesso privilegiado ao mercado norte-americano.

A possível elevação das tarifas preocupa empresários. Entidades do agronegócio alertam para perdas imediatas em exportações de carne, soja e café. Já setores industriais apontam risco de queda na competitividade frente a concorrentes europeus e asiáticos, que passarão a contar com condições comerciais mais favoráveis.

“Ficamos de fora enquanto outros países se sentaram à mesa. Isso pode custar caro para nossa balança comercial”, avaliou um executivo da CNI sob reserva.

Para o governo, a opção por alianças multilaterais, como o BRICS e o Mercosul, reflete uma visão de longo prazo, voltada à multipolaridade. Porém, especialistas argumentam que essa estratégia não pode ignorar a realidade do mercado americano — o maior destino das exportações brasileiras fora da China.

Na prática, o Brasil vê seus principais concorrentes garantirem vantagens enquanto se limita a manifestações políticas. A falta de agilidade e pragmatismo nas negociações pode resultar em prejuízos bilionários no curto prazo.

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