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Trump tenta revogar norma ambiental de Obama de 2009

Trump tenta revogar norma ambiental de Obama de 2009

Medida visa reduzir burocracia, estimular crescimento econômico e restabelecer autonomia legislativa sobre política ambiental

Por: Redação

30/07/2025 às 10:49

Imagem de Trump tenta revogar norma ambiental de Obama de 2009

Foto: Alan Santos/Agência Brasil

O governo Donald Trump apresentou nesta semana uma proposta para revogar a norma criada em 2009 durante a gestão do ex-presidente Barack Obama que classifica os gases de efeito estufa como ameaças à saúde pública. Conhecida como Endangerment Finding, a medida serviu como base para diversas regulações da Agência de Proteção Ambiental (EPA) ao longo da última década.

A revogação representa um passo estratégico dentro da agenda de desregulamentação do atual governo, com foco em reativar a competitividade industrial, reduzir custos para os cidadãos e reafirmar os limites constitucionais das agências federais.

 

Desoneração econômica e liberdade energética
De acordo com o atual administrador da EPA, Lee Zeldin, a decisão visa eliminar o que chamou de “barreiras regulatórias ultrapassadas” que impõem trilhões de dólares em custos às empresas e consumidores. A medida busca fomentar a produção energética nacional com menos interferência burocrática, respeitando os direitos individuais e o crescimento econômico.

“A revogação corrige distorções causadas por interpretações amplas da lei ambiental e devolve ao Congresso o papel de definir, com transparência, os rumos da política climática”, disse Zeldin em coletiva.

 

Base legal contestada
Segundo o governo, a norma criada em 2009 foi baseada em avaliações científicas controversas e sem consenso, e tem sido usada como justificativa para regulações que afetam setores inteiros da economia sem passar por debate legislativo.

A Casa Branca argumenta que decisões com tamanho impacto social e econômico devem ser tomadas por representantes eleitos, não por nomeações técnicas. A iniciativa também acompanha recentes decisões da Suprema Corte que têm limitado o poder de agências de emitir normas sem autorização expressa do Congresso.

 

Oposição e debate jurídico
Grupos ambientais e ex-diretores da EPA se manifestaram contra a proposta, alegando que ela pode comprometer o combate às mudanças climáticas. No entanto, aliados do governo ressaltam que o objetivo não é “ignorar a ciência”, mas estabelecer um novo equilíbrio entre proteção ambiental e desenvolvimento sustentável.

Especialistas preveem que a mudança será alvo de contestação nos tribunais, o que é esperado em reformas desse porte. A proposta ficará em consulta pública por 45 dias antes de ser avaliada para sanção definitiva.

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