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TSE manda Meta preservar dados de perfis investigados por publicações contra Flávio Bolsonaro

TSE manda Meta preservar dados de perfis investigados por publicações contra Flávio Bolsonaro

Decisão de Kassio Nunes Marques atende a pedido do PL e busca garantir a preservação de informações para apuração sobre suposta campanha coordenada nas redes sociais

Por: Redação

30/07/2026 às 07:21

Imagem de TSE manda Meta preservar dados de perfis investigados por publicações contra Flávio Bolsonaro

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou que a Meta preserve os dados de 51 perfis do Facebook e do Instagram investigados por publicações contra o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). A decisão, mantida sob sigilo, foi tomada após pedido apresentado pelo Partido Liberal (PL) e não determina, neste momento, a remoção das contas ou dos conteúdos publicados.

A medida obriga a plataforma a manter registros relacionados às contas investigadas, incluindo dados cadastrais, histórico de criação, anúncios impulsionados, contas comerciais vinculadas, formas de pagamento e informações sobre os responsáveis pelo financiamento das publicações. Segundo o entendimento do magistrado, a preservação desses dados é necessária para subsidiar eventual investigação.

Na petição apresentada ao TSE, o PL afirmou que um levantamento realizado pela própria Meta entre 19 de março e 30 de junho de 2026 identificou uma rede de páginas com atuação coordenada, perfis temporários e baixo nível de transparência. De acordo com o partido, essas contas teriam investido cerca de R$ 3 milhões em anúncios com conteúdo depreciativo direcionado principalmente contra Flávio Bolsonaro e outros integrantes da legenda.

Ao conceder a liminar, Kassio Nunes Marques destacou que os elementos apresentados indicam possível impulsionamento pago de propaganda político-eleitoral negativa durante o período de pré-campanha, prática vedada pela legislação eleitoral. O ministro ressaltou que, nessa fase, conteúdos patrocinados devem cumprir exigências como identificação da publicidade, transparência dos gastos e vedação à propaganda negativa financiada.

Entre os indícios mencionados na decisão está o fato de pelo menos 15 das páginas investigadas, embora registradas em diferentes estados, utilizarem números de telefone com o mesmo DDD, circunstância apontada como possível indicativo de uma estrutura operacional comum. A decisão tem como objetivo preservar as informações para a continuidade das apurações e eventual identificação dos responsáveis pelas campanhas digitais.

 
 

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