Início
/
Notícias
/
Mundo
/
Venezuela liberta ao menos 19 dos 24 jornalistas presos, mas mantém opacidade sobre solturas
Venezuela liberta ao menos 19 dos 24 jornalistas presos, mas mantém opacidade sobre solturas
Governo interino anuncia liberação parcial e afirma ter solto mais de 400 presos políticos, sem divulgar listas oficiais; entidades de direitos humanos falam em avanços lentos
Por: Redação
15/01/2026 às 13:53

Foto: FEDERICO PARRA / AFP
A Venezuela libertou ao menos 19 dos 24 jornalistas e profissionais da mídia que estavam detidos no país, segundo informações divulgadas nesta quarta-feira (15). As solturas ocorreram no sexto dia de uma série de liberações prometidas pelo governo interino de Delcy Rodríguez, mas sem a publicação de listas oficiais, o que mantém dúvidas sobre o alcance real da medida.
Dados do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Imprensa e reportagens internacionais indicam que parte dos jornalistas havia sido presa enquanto realizava cobertura nas ruas, em meio à repressão a protestos. Entre os libertados estão nomes conhecidos como Roland Carreño, Carlos Julio Rojas e Nicmer Evans, que já haviam passado por detenções anteriores nos últimos anos.
Apesar do anúncio oficial de que mais de 400 presos políticos teriam sido soltos, organizações independentes contestam os números. O grupo Foro Penal contabiliza 72 libertações confirmadas até o momento, enquanto entidades de direitos humanos estimam que cerca de 800 pessoas ainda permanecem presas por motivações políticas no país. A diferença entre os dados reforça críticas à falta de transparência do regime.
Em declarações à imprensa, Delcy Rodríguez afirmou que estão sendo avaliados para possível libertação crimes relacionados à ordem constitucional, crimes de ódio, violência e intolerância. Segundo ela, homicídio e tráfico de drogas ficam excluídos dos critérios, o que limita o alcance das medidas e mantém detidos diversos opositores de destaque.
Entre os nomes que seguem presos estão Rory Branker, editor do site crítico La Patilla, e o oposicionista Juan Pablo Guanipa, aliado próximo de María Corina Machado. Familiares relatam dificuldades para obter informações e apontam que as liberações avançam de forma lenta.
As solturas incluem cidadãos estrangeiros, como espanhóis, norte-americanos e um peruano. O Departamento de Estado dos EUA comemorou a medida, sem confirmar identidades ou números. O presidente Donald Trump e o presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Jorge Rodríguez, classificaram o gesto como sinal de desescalada, após semanas de tensão.
Veja mais em >>> Rede Comunica Brasil
Assine nossa news letter
Receba as principais notícias do dia direto no seu e-mail.




