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Vice-líder do governo Lula vira alvo da PF em nova fase da Operação Sem Desconto
Vice-líder do governo Lula vira alvo da PF em nova fase da Operação Sem Desconto
Weverton Rocha (PDT-MA) é investigado por suspeita de ligação com esquema bilionário de descontos ilegais no INSS revelado pelo Metrópoles
Por: Redação
18/12/2025 às 07:31

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
O senador Weverton Rocha (PDT-MA), vice-líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Senado Federal, tornou-se um dos alvos da nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (18). A investigação apura o esquema conhecido como “farra do INSS”, que envolve descontos não autorizados em aposentadorias e pensões de milhões de brasileiros.
Segundo fontes da Polícia Federal, Weverton é alvo de mandado de busca e apreensão expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ao todo, a operação cumpre 52 mandados de busca e apreensão, 16 mandados de prisão preventiva e outras medidas cautelares em sete unidades da Federação: São Paulo, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Minas Gerais, Maranhão e Distrito Federal.
A investigação teve origem em uma série de reportagens do Metrópoles, que revelou um esquema de descontos indevidos aplicados diretamente nos benefícios previdenciários, sem autorização dos aposentados e pensionistas. O modelo teria movimentado valores milionários, atingindo principalmente beneficiários mais vulneráveis do sistema previdenciário.
De acordo com informações já publicadas pela coluna do jornalista Tácio Lorran, o senador mantém ligações com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como figura central no esquema. Weverton e o lobista teriam, inclusive, compartilhado o uso de uma aeronave particular, fato que passou a integrar o conjunto de elementos analisados pela Polícia Federal.
Além de vice-líder do governo Lula no Senado, Weverton Rocha ocupa posição estratégica no Congresso. Ele é relator da indicação do ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal — nome fortemente defendido pelo Palácio do Planalto.
A operação amplia o desgaste do governo federal, que já enfrenta críticas por escândalos envolvendo o INSS, denúncias de aparelhamento político e falta de controle sobre estruturas sensíveis do Estado. Nos bastidores, parlamentares da oposição apontam que o caso reforça a percepção de leniência e conivência do governo com práticas que atingem diretamente aposentados, um dos grupos mais afetados por irregularidades administrativas.
A Polícia Federal segue com as investigações, e novas fases da operação não estão descartadas.
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