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Viviane Barci atua em processo enviado pela Justiça de SP a Toffoli

Viviane Barci atua em processo enviado pela Justiça de SP a Toffoli

Processo sobre suspeita de insider trading na Gafisa é enviado a Toffoli e levanta questionamentos sobre conflitos de interesse no Supremo

Por: Redação

21/01/2026 às 10:26

Imagem de Viviane Barci atua em processo enviado pela Justiça de SP a Toffoli

Foto: Beto Barata/Presidência da República

A Justiça Federal de São Paulo encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um processo que investiga operações suspeitas envolvendo a construtora Gafisa, em um inquérito que passou a tramitar sob a relatoria do ministro Dias Toffoli. A remessa ganhou repercussão após a revelação de que o Banco Master aparece como terceiro interessado no caso e é representado pelo escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes.

De acordo com a decisão judicial, o processo apura a suspeita de uso indevido de informação privilegiada (insider trading) por empresários ligados à Gafisa. As investigações do Ministério Público Federal apontaram conexões entre esse caso e os desvios apurados no Banco Master, instituição que foi liquidada pelo Banco Central em novembro de 2025. Diante do entrelaçamento dos fatos e da presença de interessados com prerrogativa de foro, a Justiça entendeu que a competência deveria ser deslocada ao STF.

O vínculo entre o Banco Master e o escritório de Viviane Barci chamou atenção no meio jurídico. Segundo informações confirmadas no processo, o contrato firmado entre a instituição financeira e o escritório da advogada poderia alcançar até R$ 129 milhões. Além disso, dois filhos de Alexandre de Moraes, Alexandre e Giuliana, também atuam como advogados do banco em ações relacionadas.

Documentos anexados aos autos indicam que, mesmo após a liquidação do Banco Master, o então controlador Daniel Vorcaro teria determinado que os pagamentos ao escritório fossem priorizados, o que reforçou questionamentos sobre a dimensão da relação contratual. Em outro episódio citado no processo, o mesmo escritório representou o banco e Vorcaro em uma queixa-crime contra um investidor que denunciou irregularidades, ação que acabou rejeitada em todas as instâncias.

A tramitação do processo no STF ocorre em meio ao acúmulo de desgastes institucionais envolvendo o caso Banco Master e decisões recentes do Supremo. Para críticos, a sobreposição entre relações familiares, grandes contratos advocatícios e processos de alto impacto financeiro reforça a percepção de distanciamento entre a cúpula do Judiciário e as exigências de imparcialidade cobradas da Justiça.

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