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“Votei com dor no coração, mas não me arrependo”, diz Barroso sobre prisão de Lula
“Votei com dor no coração, mas não me arrependo”, diz Barroso sobre prisão de Lula
Ministro afirma que voto seguiu jurisprudência e não motivação pessoal
Por: Redação
28/09/2025 às 16:44

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, declarou em entrevista publicada neste domingo (28) pela Folha de S.Paulo que não se arrepende de ter votado contra o habeas corpus preventivo solicitado pelo então ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), decisão que abriu caminho para sua prisão no âmbito da Operação Lava Jato em abril de 2018.
Barroso ressaltou que o voto não foi movido por motivações pessoais, mas pelo dever de aplicar a jurisprudência vigente.
“Vamos supor que eu tivesse votado no presidente Lula, vamos supor que eu gostasse do presidente Lula. Mas eu sou um juiz. Eu devo mudar a jurisprudência porque eu quero bem ao réu? (...) Apliquei, com dor no coração, a jurisprudência que eu tinha ajudado a criar”, afirmou.
Naquele momento, vigorava no STF a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância. Lula havia sido condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) a 12 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá (SP).
O julgamento terminou em 6 a 5 contra o habeas corpus. Barroso acompanhou os ministros Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Já Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello votaram a favor da liberdade.
Dois dias depois, em 7 de abril de 2018, Lula se entregou à Polícia Federal em Curitiba, onde permaneceu preso por um ano e sete meses. Foi solto apenas em novembro de 2019, quando a Corte reverteu o entendimento sobre a prisão em segunda instância.
Posteriormente, em 2021, o STF anulou as condenações de Lula por entender que a Vara Federal de Curitiba não tinha competência para julgar o caso. No mesmo ano, a Corte também declarou a parcialidade do ex-juiz Sergio Moro. Nessas votações, Barroso se posicionou contra a anulação da Lava Jato e contra o reconhecimento da parcialidade de Moro.
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