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Youssef pede anulação de condenações e acusa Moro de usar Lava Jato para fins políticos
Youssef pede anulação de condenações e acusa Moro de usar Lava Jato para fins políticos
Doleiro diz ter sido instrumentalizado por juiz e procuradores para atingir o PT; caso está nas mãos de Dias Toffoli no STF
Por: Redação
26/06/2025 às 10:36

Foto: Divulgação
O doleiro Alberto Youssef, um dos principais delatores da Operação Lava Jato, protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para anular todas as suas condenações, sob a justificativa de que teria sido vítima de suspeição do então juiz Sergio Moro. A ação foi registrada nesta terça-feira (24) e será analisada pelo ministro Dias Toffoli.
No documento, a defesa de Youssef sustenta que ele foi usado como instrumento político pela força-tarefa de Curitiba e pelo juiz que comandava os processos da Lava Jato. Segundo os advogados, o doleiro colaborou sob pressão e com fins direcionados, para atingir membros do Partido dos Trabalhadores (PT) e aliados políticos da legenda.
“A Operação Lava Jato se utilizou mais uma vez da mídia nacional em prol de seu projeto político, desta feita, em gravíssima tentativa de influenciar nos resultados do pleito Presidencial”, afirma um trecho do pedido.
A defesa ainda argumenta que Youssef foi um “colaborador instrumentalizado” por Moro e membros do Ministério Público Federal (MPF), num suposto conluio que teria transformado a operação em trampolim político. Para os advogados, os procuradores de Curitiba e o ex-juiz agiram de forma coordenada para atingir líderes do PT e viabilizar “um projeto de Brasil alternativo, livre da corrupção” — uma visão, segundo eles, alimentada por ambições pessoais.
Lava Jato sob revisão
O pedido de Youssef ocorre em meio a uma série de reavaliações judiciais da Lava Jato, com decisões recentes do próprio STF anulando provas e condenações, sob alegações de ilegalidades processuais, parcialidade de agentes públicos e abuso de poder.
O ex-juiz e atual senador Sergio Moro (União Brasil-PR) foi procurado pela Gazeta do Povo para comentar as acusações, mas preferiu não se manifestar.
O caso se soma a uma crescente pressão sobre o legado da operação que, apesar de ter marcado a política brasileira nos últimos dez anos, agora enfrenta questionamentos jurídicos e institucionais que podem reescrever parte de sua história.
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