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Zambelli aguarda audiência de custódia na Itália

Zambelli aguarda audiência de custódia na Itália

Deputada poderá permanecer presa, ir para prisão domiciliar ou responder em liberdade enquanto tramita processo de extradição. Defesa aponta “anomalias jurídicas” no Brasil.

Por: Redação

31/07/2025 às 11:30

A defesa da deputada Carla Zambelli afirmou buscar a liberdade ou, ao menos, a prisão domiciliar da parlamentar na audiência de custódia

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) passará por audiência de custódia nesta sexta-feira (1), na Itália, onde está detida desde terça-feira (29). A Justiça italiana decidirá se ela continuará presa no presídio feminino de Rebibbia, em Roma, ou se poderá aguardar em prisão domiciliar ou liberdade o andamento do pedido de extradição feito pelo Brasil.

O advogado da parlamentar na Itália, Pieremilio Sammarco, afirmou à Folha de S. Paulo que tentará convencer a Justiça a adotar uma “sanção menos aflitiva” e considera o caso "claramente político". Ele defende que Zambelli permaneça em prisão domiciliar enquanto aguarda o julgamento do processo.

Um dos principais argumentos da defesa será a atuação concentrada do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em todo o processo contra a deputada. “A vítima do suposto crime é a mesma pessoa que fez a sentença, que decidiu pela execução da sentença e que decidiu o apelo. Isso representa uma grave anomalia”, afirmou Sammarco.

O advogado acrescentou que Zambelli não ofereceu resistência ao ser presa, tampouco foi algemada. Ele também comentou positivamente a intenção do vice-primeiro-ministro da Itália, Matteo Salvini, de visitá-la no presídio. "É algo positivo e que aprecio porque esse caso é unicamente político", disse.

 

Críticas à atuação do STF
O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) saiu em defesa da colega de partido e atacou duramente o ministro Alexandre de Moraes. Em nota publicada nas redes sociais, Eduardo afirmou ser "incrível que algum país democrático ainda siga as ordens de Alexandre de Moraes, juiz da Suprema Corte brasileira sancionado pelos EUA devido a violações de direitos humanos".

Eduardo também lembrou que os Estados Unidos, a Espanha e a Argentina já recusaram pedidos semelhantes de extradição feitos por Moraes contra figuras ligadas à oposição. Ele destacou o caso do jornalista Allan dos Santos, abrigado nos EUA, e do também jornalista Oswaldo Eustáquio, que teve a extradição negada pela Espanha.

O parlamentar ainda mencionou o caso do ex-ativista Cesare Battisti, para criticar a incoerência do ministro: “Moraes, quando era advogado, defendeu a não extradição de Battisti para a Itália, mesmo com quatro homicídios nas costas”.

Ao final, Eduardo apelou às autoridades italianas para que não cedam ao que chamou de “perseguição política” no Brasil e marcou em sua publicação nomes como a primeira-ministra Giorgia Meloni e o vice-premiê Salvini.

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