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Zanin acompanha Moraes e vota por condenação no caso do “núcleo da desinformação”
Zanin acompanha Moraes e vota por condenação no caso do “núcleo da desinformação”
Ministro do STF reforça linha punitiva adotada pela Corte — opositores veem endurecimento seletivo e questionam excessos
Por: Redação
21/10/2025 às 16:42

Foto: Lula Marques/ Agência Brasil
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta terça-feira (21) a favor da condenação dos sete réus apontados como integrantes do chamado “núcleo da desinformação” — grupo acusado de disseminar conteúdos questionando a lisura do processo eleitoral de 2022. O voto de Zanin acompanha integralmente a posição do relator Alexandre de Moraes, elevando o placar a 2 a 0 pela condenação.
O julgamento ocorre em meio a fortes críticas de juristas e setores da oposição, que veem na postura da Corte um endurecimento sem precedentes — especialmente quando se trata de figuras ligadas ao campo conservador.
Acusações e voto do ministro
De acordo com o voto, Zanin entendeu que os réus atuaram para “deslegitimar” as eleições e pressionar as Forças Armadas do Brasil a apoiar uma ruptura institucional. Entre os acusados estão militares da ativa e da reserva, além de um policial federal. A Procuradoria-Geral da República (PGR) apontou que o grupo coordenou campanhas de desinformação e usou estruturas paralelas de inteligência para disseminar informações — inclusive mencionando a atuação da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
Os réus alegam inocência e afirmam que não houve ordens diretas ou organização criminosa, classificando suas ações como manifestações políticas e opiniões pessoais.
Reações e debate sobre garantias
Críticos afirmam que o STF tem ampliado sua atuação para além dos limites constitucionais, criminalizando posicionamentos políticos e adotando medidas consideradas desproporcionais. Setores da direita veem nos julgamentos conduzidos por Moraes e Zanin um padrão de seletividade que fragiliza a confiança no Judiciário.
A defesa dos acusados reforçou que as provas são frágeis e baseadas em interpretações amplas, sem comprovação de atos violentos. O julgamento ainda está em andamento e aguarda votos dos demais ministros.
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