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Lula perde terreno na Bahia e vê vantagem sobre bolsonarismo cair pela metade desde 2022
Lula perde terreno na Bahia e vê vantagem sobre bolsonarismo cair pela metade desde 2022
Por: Redação
21/09/2026 às 10:48

Foto: Reprodução
A Bahia já não oferece um cenário tão favorável a Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Pesquisa Futura Inteligência contratada pelo site Política Livre e divulgada nesta segunda-feira (21) aponta Lula com 50,6% das intenções de voto, contra 30,1% de Flávio Bolsonaro (PL). A diferença é de 20,5 pontos percentuais.
Na mesma altura da campanha de 2022, o cenário era bem mais confortável para o petista. Pesquisa Datafolha divulgada em 21 de setembro daquele ano mostrava Lula com 62% na Bahia, contra 20% de Jair Bolsonaro, uma distância de 42 pontos. Levantamento Ipec realizado entre 20 e 22 de setembro apontava 65% para Lula e 18% para Bolsonaro. A vantagem chegava a 47 pontos.
A comparação entre pesquisas de institutos diferentes não permite medir uma transferência direta de votos, mas mostra uma mudança relevante no tamanho da vantagem petista. No primeiro levantamento Futura/Política Livre deste ano, divulgado em 1º de setembro, Lula tinha 52,5% e Flávio, 29,4%. Agora, aparecem com 50,6% e 30,1%, respectivamente. As oscilações estão dentro da margem de erro de 3,1 pontos. No Nordeste como um todo, Lula ainda mantém a dianteira e lidera nos nove estados, mas levantamentos nacionais também mostram desempenho abaixo do registrado pelo petista na região em 2022.
O desgaste atual pode ser explicado quando é observado um ambiente em que economia, corrupção e serviços públicos seguem entre as preocupações do eleitor. Em março, o Datafolha apontava economia, corrupção e educação entre os problemas mais citados pelos brasileiros. Mais recentemente, apesar do desemprego baixo e da inflação geral sob controle, pesquisas têm captado insatisfação com o custo de itens essenciais e o endividamento das famílias. Na Bahia, a disputa estadual também impõe dificuldades ao PT: a pesquisa Futura/Política Livre desta segunda mostra ACM Neto com 51,3% e Jerônimo Rodrigues com 43,6%.
A crise envolvendo o STF e o Banco Master acrescentou outra pressão à campanha. Pesquisa Datafolha realizada entre 15 e 17 de setembro mostrou que 47% dos eleitores dizem que o conflito no Supremo terá alguma influência na escolha presidencial, enquanto 38% apontam Lula como candidato prejudicado pela crise. Os dados não permitem afirmar que esse fator, a economia ou a corrupção sejam isoladamente responsáveis pela queda da vantagem petista na Bahia ou uma natural guinada à direita no estado, mas ajudam a dimensionar o ambiente político enfrentado por Lula justamente na região que historicamente funciona como sua principal reserva eleitoral.
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