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“O Judiciário não é Alexandre de Moraes; o STF não é Flávio Dino”, afirma Flávio Bolsonaro

“O Judiciário não é Alexandre de Moraes; o STF não é Flávio Dino”, afirma Flávio Bolsonaro

Por: Redação

17/09/2026 às 10:43

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Foto: Beto Barata/PL

Recife se coloriu de verde e amarelo no fim da tarde desta quarta-feira (16) com milhares de brasileiros de braços abertos para apoiar Flávio Bolsonaro rumo ao Planalto. Na capital pernambucana, o candidado do PL à Presidência da República agradeceu o carinho dos nordestinos em todas as suas agendas na região, ressaltando o que entende ser um “misto de saudades do presidente Jair Bolsonaro e a vontade de mudança” dos brasileiros. Em um Cais da Alfândega lotado, Flávio discursou ao lado de Mendonça Filho, candidato do PL ao Senado de Pernambuco, depois de uma caminhada a partir do Marco Zero.

Faltando apenas 18 dias para as eleições, ele destacou que o momento é de somar forças. “Deus está dando a graça pra gente de estar sendo bem recebido em qualquer lugar que estamos indo no país. Todo mundo tá olhando como a vida do brasileiro piorou. Antigamente se parcelava um fogão ou uma geladeira e hoje se parcela comida. O governo puxou todo mundo pro endividamento”, disse. Durante a manhã, Flávio já havia cumprido agenda de campanha em Juazeiro do Norte, no Ceará.

No dia seguinte ao plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Bolsonaro classificou como um “espetáculo de hiprocrisia, de prepotência e de deboches” a sessão que analisou a abertura de investigação sobre a conduta do ministro Alexandre de Moraes no caso envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.  “O Judiciário não é Alexandre de Moraes; o STF não é Flávio Dino. Os dois estão ali como militantes. Os dois deixaram de ser juízes há muito tempo porque se acharam direito de perseguir alvos predeterminados. E o Alexandre de Moraes, ao que tudo indica, escolheu querer enriquecer a sua família e usar a sua influência para beneficiar a própria esposa e os próprios filhos”

Segundo o candidato, a interferência dos “ministros do Lula” foram determinantes para o desfecho que o Brasil acompanhou, expondo o temor dos magistrados. “Não fossem os ministros do Lula, o Supremo Tribunal Federal ainda viveria; a nossa democracia ainda respiraria. A gente vê o desespero, todos eles apostando as suas fichas na reeleição do Lula pra que eles fiquem impunes. Esse é o medo do Supremo”, afirmou.

Flávio Bolsonaro lembrou que o próximo presidente do Brasil será responsável por indicar pelo menos quatro novos membros da Suprema Corte “que não vão usar a caneta pra fazer perseguição política e nem pra enriquecer as suas famílias”. “Hoje, quem está votando em Lula, está votando em Alexandre de Moraes. Imagina o ‘padrão Lula’ de indicação: mais quatro Alexandre de Moraes no STF ou mais quatro Flávio Dino no STF. O Brasil não suportaria isso.”

Flávio deixou clara a sua preocupação com atuação de alguns ministro do STF diante dos resultados apontado pela maioria das pesquisas que o colocam à frente de Lula na corrida presidencial. “Eu espero que o ministro Flávio Dino, ao insinuar que gostaria de ter uma ascendência sobre a Polícia Federal, assim como outros ministros também fizeram, ele não use na reta final a Polícia Federal pra tentar interferir nas eleições como fez Alexandre de Moraes enquanto o presidente do TSE, lá atrás em 2022”, apontou.

Na opinião de Flávio, a atual crise do STF, que virou assunto nas conversas cotidianas dos brasileiros, é reflexo da falta de autocontenção da Corte, quando os juízes poderiam limitar a sua própria atuação, respeitando também as decisões dos Poderes Legislativo e Executivo. 

“Há alguns anos defendo que o Supremo precisa de uma autocontenção, que não veio. E é compreensível temos chegado nesse ponto, infelizmente, com esse consórcio entre Lula, Dino e Alexandre de Moraes. É muito preocupante para o nosso Brasil. E o trabalho da imprensa é fundamental para que as pessoas enxerguem o que está acontecendo na mais alta Corte. Eles acabaram com a credibilidade do Supremo e o nosso papel, e o meu papel, principalmente enquanto presidente da República, vai ser resgatar a credibilidade das instituições. Vai ser proteger o STF de laranjas podres, como Alexandre de Moraes e como Flávio Dino”, afirmou.

Para o candidato, é preciso resgatar a credibilidade e a confiança do Judiciário para quando a população buscar o juiz “sentir de fato, que terá uma decisão imparcial e mais próxima da justiça possível”. “A população, olha para cima hoje enxergando no STF uma grande instabilidade. E, por consequência, quando uma pessoa precisa resolver um problema no Judiciário, ela vai perder a confiança. Isso não pode acontecer, e a situação chegou até esse momento porque foram dando suporte para o Alexandre de Moraes e agora para o Flávio Dino”, disse.

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